Militares de Mianmar defendem condenação a Nobel da Paz

Bangcoc, 14 ago (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) defendeu hoje a decisão de pôr novamente em prisão domiciliar a líder opositora e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que viveu reclusa por quase 14 dos últimos 20 anos.

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Trata-se de uma decisão "beneficente para ambas as partes" e um "grande passo para a mudança", afirma um editorial publicado hoje no diário oficial "New Light of Mianmar", que o regime costuma usar para divulgar suas mensagens.

A ativista foi condenada na terça-feira passada a três anos de prisão e trabalhos forçados por ter violado os termos do confinamento ao receber em casa o americano John Michael Yettaw.

O americano, por sua vez, foi sentenciado a sete anos de prisão e a quatro de trabalhos forçados.

Pouco depois de ouvir a sentença, porém, o chefe da Junta Militar, o general Than Shwe, reduziu a pena para 18 meses e ordenou que Suu Kyi a cumprisse em casa.

O jornal elogiou a iniciativa de Than Shwe e lembrou que assim Suu Kyi terá "liberdade de movimentos dentro de casa" e terá acesso à imprensa, rádio e televisão oficiais do Governo. Por isso, afirmou, não deveria ter motivos para se queixar.

A sentença impedirá a Nobel da Paz de participar das eleições que o regime planeja realizar no próximo ano, apesar de ser a líder da oposição. EFE tai/rr

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