Militares da Mauritânia libertam presidente de prisão domiciliar

NOUAKCHOTT - A junta militar da Mauritânia libertou neste domingo da prisão domiciliar o presidente deposto Sidi Mohamed Ould Cheikh Abdallahi, que prometeu lutar para voltar ao cargo que perdeu em um sangrento golpe de Estado em agosto.

Reuters |

Os generais que vigiam Abdallahi, o primeiro presidente democraticamente eleito no país islâmico do oeste saariano, afirmaram neste mês que o libertariam como parte de negociações para impedir sanções da União Européia.

A França, ex-metrópole do país nos tempos coloniais e que detém a Presidência rotativa da UE, saudou a soltura, mas reiterou o pedido para que o presidente retome o cargo. "A solução para a atual crise é um retorno da ordem constitucional", afirmou a França em comunicado.

Os líderes do golpe se recusaram a reempossar Abdallahi, que venceu uma eleição multipartidária no ano passado.

O presidente deposto foi informado por autoridades em Nouakchott que ele estava sendo liberto após ser retirado da cidade de Lemden, onde reside, e levado à capital por forças de segurança.

Em uma entrevista publicada no domingo pelo jornal francês Le Monde, Abdallahi afirmou que se considerava "o legítimo presidente democraticamente eleito".

Mas, enquanto seus partidários comemoram, sua filha Amal Mint Cheikh Abdallahi afirmou que a soltura "não era uma liberdade real".

"Duvido que o deixarão sair do país, por exemplo, se ele for convidado para um encontro de chefes de Estado", disse ela à Reuters.

Não houve comentários imediatos do Alto Conselho de Estado, chefiado pelo general Mohamed Ould Abdel Aziz, líder do golpe de 6 de agosto na Mauritânia, sétimo maior país exportador de minério de ferro do mundo e que também se tornou um pequeno produtor de petróleo em 2006.

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