Bogotá, 21 dez (EFE) - Os militares colombianos que há seis dias mataram o marido da líder indígena Aída Quilcué tinham planejado fazer uma montagem, colocando dois fuzis no veículo que era dirigido pela vítima para justificar sua agressão, asseguraram hoje autoridades aborígines regionais.

As duas armas não tinham um "militar alocado" entre o grupo que atirou contra o automóvel, advertiu o Conselho Regional Indígena do Cauca (CRIC), departamento no qual o incidente foi registrado, o qual a minoria étnica qualificou de atentado.

As autoridades indígenas consideram o fato "como um indício de que se tentava fazer uma montagem posteriormente ao atentado" no qual morreu Edwin Legarda, afirmou o CRIC em comunicado divulgado em Popayán, a capital departamental de Cauca e sede do organismo aborígine.

Legarda morreu no dia 16 após receber três tiros na estrada que comunica Inzá a Totoró, localidades da mesma região. EFE jgh/db

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