Militares apoiam Chávez após ruptura de relações com Colômbia

Forças Armadas da Venezuela dizem estar dispostas a "executar as tarefas que forem impostas pelo comandante-em-chefe"

EFE |

As Forças Armadas da Venezuela deram nesta sexta-feira seu apoio ao presidente Hugo Chávez, que rompeu relações com a Colômbia , e asseguraram que estão se preparando para cumprir as ordens do chefe de Estado.

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Foto divulgada pela Colômbia mostra líderes das Farc acampamento supostamente localizado na região de Sorotaima, em território venezuelano
"A Forças Armadas Nacionais Bolivarianas mantêm sua preparação operacional e estão dispostas a executar as tarefas que forem impostas pelo comandante-em-chefe e presidente da República", declarou o ministro da Defesa, general Carlos Mata, que leu uma declaração por meio da televisão oficial VTV.

"Conte o governo com uma resposta contundente se forças estrangeiras tentarem violar o solo sagrado do maior homem da América", acrescentou, referindo-se ao Libertador e grande herói venezuelano, Simón Bolívar.

O ministro desmentiu "categoricamente" as declarações do embaixador colombiano na OEA, Luis Hoyos, que na quinta-feira, em uma sessão especial do organismo, denunciou a presença de cerca de 1.500 guerrilheiros colombianos dentro das fronteiras da Venezuela , o que motivou o presidente Chávez a romper relações com Bogotá.

Mata assegurou que os esforços dos militares venezuelanos "têm sido enormes" para combater o narcotráfico e a presença de rebeldes em seu território, e que é responsabilidade da "oligarquia colombiana" se "existe sangue" na história destes países vizinhos.

O presidente Chávez ordenou que as Forças Armadas se mantenham em "alerta máximo" na fronteira ante a possibilidade de alguma agressão.

Na noite de quinta-feira, o ministro da Defesa afirmou que a situação na extensa fronteira entre Colômbia e Venezuela é "normal", em declarações concedidas ao término de uma reunião extraordinária do Conselho de Defesa da Nação, organismo máximo consultor do país sobre segurança e defesa.

Ao terminar de ler a declaração, o ministro da Defesa bradou o lema "Pátria socialista ou morte! Venceremos!", utilizado pelo presidente Hugo Chávez e pelos militares em seus atos públicos.

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