Militar suspeito de vazar informações é transferido para os EUA

Soldado é suspeito de entregar vídeo com ataque dos EUA a civis e dossiê com informações sobre Afeganistão ao site Wikileaks

iG São Paulo |

O soldado Bradley Manning , suspeito de entregar um vídeo de um ataque dos Estados Unidos a civis no Iraque e arquivos confidenciais sobre a guerra no Afeganistão ao site WikiLeaks, foi transferido do Kuwait para uma prisão em seu país, anunciou nesta sexta-feira o Pentágono.

O soldado, levado para a base militar de Quântico, na Virgínia, na noite de quinta-feira é acusado de violar o regulamento militar, acrescenta o comunicado do Pentágono.

Manning é suspeito de ter transmitido ao site Wikileaks um vídeo que mostrava a incursão de um helicóptero do exército que causou amorte de dois empregados da agência Reuters e de vários civis em Bagdá, em 2007.

Além disso, é acusado de divulgar 92.000 informes militares sobre a guerra no Afeganistão, que datam de 2004 a 2009, fato que deu origem a uma investigação penal sobre as atividades do soldado. Manning foi detido no final de maio depois que o hacker Adrian Lambo denunciou o analista por ter feito o download de 260 mil documentos classificados e tê-los enviado ao "Wikileaks".

Acesso restrito

O Departamento de Defesa americano acredita que Manning, de 22 anos, teve acesso à rede global confidencial do Exército e ao sistema de emails e copiou dezenas de milhares de documentos, segundo um alto funcionário do Pentágono citado pela "CNN".

O departamento chefiado por Robert Gates suspeita agora que Manning entrou na rede altamente protegida e sigilosa Secret Internet Protocol Router Network (SIPRNET), que fornece acesso a emails e ao sistema de internet do Pentágono aos militares que têm a autorização adequada, de acordo com as mesmas fontes.

Para poder ter acesso a esses sistemas, o pessoal autorizado precisa de senhas e passar por outras medidas de controle, como o acesso físico, para conectar-se a sistemas específicos que fornecem informação confidencial nos mais altos níveis.

O fundador do "Wikileaks", Julian Assange , negou-se a revelar quem forneceu ao site os cerca de 92 mil documentos militares sobre a guerra do Afeganistão .

Entre outras informações, os relatórios militares revelam operações secretas, mortes de civis que nunca foram divulgadas publicamente e denunciam a ajuda dos serviços secretos paquistaneses ao movimento da milícia islâmica do Taleban.

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