Bogotá, 7 mai (EFE) - O comandante das Forças Militares da Colômbia, general Freddy Padilla de León, negou hoje que no bombardeio colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em 1º de março, algumas vítimas tenham sido executadas, como o equatoriano Franklin Aisalla.

"A morte (de Aisalla) foi decorrência de uma bomba metálica, e inclusive tem dois ferimentos, ambos mortais, mas em nenhum deles, como se disse ontem (terça-feira), corresponde aos tiros de graça", assinalou o alto oficial a jornalistas.

Na terça-feira, em Quito, o Governo do Equador disse presumir que houve pelo menos quatro "execuções sumárias" na operação contra o acampamento das Farc.

A chanceler equatoriana, María Isabel Salvador, explicou à imprensa que isso se deduz dos dados preliminares de um relatório legista, feito por especialistas equatorianos e franceses, sobre os corpos dos mortos nessa incursão colombiana.

A autópsia feita no Equador no corpo de Aisalla determinou que sua morte se deveu a tiros na cabeça e não à onda expansiva do bombardeio nem a disparos de fuzil.

O general Padilla de León, que hoje se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Fernando Araújo, para analisar a denúncia, acrescentou que seu Governo enviará às autoridades equatorianas os resultados da autópsia pelas vias diplomáticas.

Desta maneira, o Governo colombiano procura esclarecer esta situação, disse o general Padilla, que acrescentou que a mesma informação será enviada também à missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) que investiga os fatos e promove o restabelecimento das relações entre Bogotá e Quito. EFE rrm/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.