Militar americano envolvido em abusos de Abu Ghraib é libertado

Charles Graner Jr., 42 anos, foi sentenciado a 10 anos por ofensas contra detentos da prisão iraquiana

iG São Paulo |

Um dos principais personagens envolvidos em abusos contra prisioneiros do centro de detenção de Abu Ghraib, o militar americano Charles Graner Jr., 42 anos, foi solto neste sábado de uma prisão militar nos Estados Unidos.

Condenado por ofensas e abusos contra prisioneiros, Graner foi solto da prisão em Fort Leavenworth, no Kansas, depois de cumprir 6 anos e meio do total de 10 anos a que foi sentenciado. De acordo com a porta-voz das Forças Armadas americanas Rebecca Steed, o militar ficará sob supervisão de um oficial de justiça até 25 de dezembro de 2014.

AP
Foto mostra Graner aparentemente dando um soco em um dos detentos algemados em Abu Ghraib, no Iraque, no fim de 2003
Não foram dadas informações sobre o novo paradeiro do militar americano depois de ser libertado da prisão. De acordo com a Associated Press, nem Graner ou sua mulher responderam a pedidos de entrevistas. Ligações e emails para o pai ou mesmo o advogado de Graner não tiveram retorno.

Graner fazia parte da rerserva das Forças Armadas Americanas quando ele e outros seis membros da 372ª Companhia da Polícia Militar, com sede em Maryland, foram condenados em 2004 por abusos contra detidos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque.

As principais provas contra os militares são fotografias de soldados americanos posando ao lado de prisioneiros nus ou em outras situações humilhantes.

Técnicas

As fotografias prejudicaram a imagem dos Estados Unidos perante o mundo e provocaram um debate sobre se determinadas técnicas de interrogatório aprovadas pelo Pentágono levaram também a tortura de prisioneiros suspeitos de terrorismo.

Graner foi condenado por ofensas que incluem desde amontoar prisioneiros uns em cima dos outros para formar uma “pirâmide”, socar a cabeça de um deles e ordenar que os prisioneiros se masturbassem enquanto os soldados tiravam fotos.

No tribunal, ele sustentou que as ações contra os prisioneiros era parte de um plano dirigido por oficiais de inteligência militar para prepará-los para o interrogatório.

Graner, que recebeu a maior das sentenças entre os militares envolvidos emm abusos na prisão iraquiana, é o último réu do caso a ser libertado.

*Com AP

    Leia tudo sobre: iraqueeuaabu ghraibprisãotorturacharles graner

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG