Militantes somalis disparam morteiros contra parlamentar dos EUA

Por Ibrahim Mohamed MOGADÍSCIO (Reuters) - Insurgentes islâmicos fizeram disparos de morteiros contra o parlamentar norte-americano Donald Payne enquanto ele deixava a Somália após uma rara visita de uma autoridade dos Estados Unidos ao país africano em desordem, afirmou a polícia.

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A capital somali, Mogadíscio, é uma das cidades mais perigosas do mundo. Autoridades norte-americanas evitam viajar para o local devido aos constantes combates entre diferentes facções na cidade.

"Um morteiro lançado atingiu o aeroporto quando o avião de Payne ia decolar, e cinco outros foram lançado depois que ele já tinha partido. Ninguém ficou ferido", afirmou à Reuters Abukar Hassan, um policial no aeroporto de Mogadíscio.

Moradores afirmaram que três pessoas ficaram feridas quando um dos disparos atingiu uma vizinhança próxima.

No domingo, piratas somalis ameaçaram vingança pelas mortes de cinco companheiros em duas ações militares estrangeiras no oceano Índico.

Atiradores da Marinha norte-americana mataram três piratas que faziam um capitão de navio como refém dentro de um bote salva-vidas. Na semana passada, militares franceses já haviam usado a força e matado dois piratas para recuperar o controle de um iate.

Autoridades somalis disseram que Payne se encontrou com o presidente e o primeiro-ministro do governo interino durante a sua breve visita. Soldados da União Africana, em missão de paz na Somália, fizeram a segurança do congressista.

Payne, que tem 74 anos e é um democrata de Nova Jersey, está cumprindo o seu décimo mandato na Câmara dos Deputados e foi eleito pela primeira vez em 1988. Ele é presidente da Convenção Negra e do Subcomitê de Assuntos Externos da África e da Saúde Global do Congresso.

Jendayi Frazer, então maior autoridade norte-americana para a África, tornou-se a primeira grande política dos EUA a visitar a Somália em mais de uma década quando aterrissou em Baidoa em abril de 2007.

Ela evitou ir a Mogadíscio por causa da violência instaurada na cidade, tendo preferido se encontrar com autoridades na cidade interiorana de Baidoa, que era a então sede do Parlamento somali.

Payne criticou a invasão da Etiópia à Somália no fim de 2006, quando Adis Abeba mandou milhares de soldados para esmagar um movimento islâmico que tinha tomado o controle de grande parte do Sul somali.

O ataque derrubou o xeique Sharif Ahmed, então líder islâmico em Mogadíscio e atual presidente do governo.

A política externa dos EUA em relação ao país, conhecido como Chifre da África, tem sido prejudicada desde uma batalha em Mogadíscio em 1993, quando 18 soldados norte- americanos morreram.

(Reportagem de Ibrahim Mohamed)

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