Militantes islâmicos fazem estrangeiros reféns em Mumbai

Por Rina Chandran MUMBAI (Reuters) - Centenas de pessoas, incluindo estrangeiros, eram mantidas reféns por militantes islâmicos na capital financeira da Índia nesta quinta-feira, após ataques a hotéis de luxo, a hospitais e a um bar que mataram pelo menos 101 pessoas.

Reuters |

Cerca de 15 horas após o início da crise, mais de 100 outras pessoas permanecem presas no hotel Taj Mahal e no cinco estrelas Trident/Oberoi, cercadas por centenas de policiais.

Segundo uma testemunha da Reuters, uma explosão foi ouvida no Trident/Oberoi no final da quinta-feira.

A polícia disse que seis estrangeiros foram mortos e outras 287 pessoas ficaram feridas nos ataques, reivindicado pelo pouco conhecido grupo Deccan Mujahideen.

"Libertem todos os mujahideen (guerreiros da guerra santa), e muçulmanos vivendo na Índia não devem ser incomodados", disse um militante do Oberoi a uma emissora de TV por telefone.

O homem, que identificou-se apenas como Sahadullah, disse que era uma das sete pessoas que realizou o ataque no hotel e pediu que militantes islâmicos sejam soltos das cadeias indianas.

Pelo menos dois hóspedes, presos em seus quartos no Taj, também telefonaram para emissoras de TV. Um disse que as saídas de emergência foram trancadas, o outro disse ter visto dois corpos próximos à piscina.

"Dois dos meus colegas ainda estão lá dentro e a última informação que tive deles foi há três horas quando a bateria do telefone acabou", disse um alemão que conseguiu fugir do Taj.

Mumbai já presenciou uma série de ataques no passado, mas nenhum tendo os estrangeiros como alvo tão claro.

As autoridades fecharam os mercados de ações, de títulos e de câmbio. O banco central indiano informou que vai continuar a fazer leilões para manter o fluxo de recursos no mercado interbancário de crédito.

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