Militantes indonésios tramavam atentado contra Obama

Uma investigação da polícia sobre os atentados contra dois hotéis no mês passado em Jacarta mostrou que militantes também planejavam usar franco-atiradores para atacar o comboio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando ele visitasse a Indonésia, disse um perito em inteligência ouvido pela Reuters.

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As autoridades também estão investigando se os atentados suicidas nos hotéis JW Marriott e Ritz Carlton em 17 de julho contaram com recursos do exterior, de um grupo ligado à rede Al Qaeda, disse Dynno Chressbon, um analista de inteligência do Centro para Segurança Nacional e Inteligência, que acompanha as investigações da polícia.

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Explosão destruiu o restaurante do hotel Ritz-Carlton

Explosão em julho destruiu o restaurante do hotel Ritz-Carlton

Ele disse que dois de quatro suspeitos - Ario Sudarso e Mohamad Syahrir -, cujas fotos foram divulgadas pela polícia na quarta-feira, estavam sendo preparados como franco-atiradores para um ataque contra Obama.

"No caso de Obama, eles planejavam atacar o comboio nas imediações do aeroporto, usando MK-IIIs", disse ele, referindo-se a um tipo de fuzil de fabricação russa usado por franco-atiradores e que, segundo ele, foi adotado pelo Taliban no Afeganistão e também por militantes em áreas muçulmanas de conflito nas Filipinas.

Não foi localizado de imediato nesta quinta-feira um porta-voz da polícia indonésia para comentar a informação, mas o plano de ataque com franco-atiradores e outras ações de que se suspeita indicam que o nível de ambição dos militantes indonésios pode ser muito maior do que imaginavam as autoridades.

Há uma grande expectativa de que Obama faça uma escala na Indonésia, a maior nação muçulmana do mundo, quando ele seguir em novembro para a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Asean), em Cingapura.

Os supostos franco-atiradores eram de um grupo denominado Estado Islâmico Indonésio, que tem um campo de treinamento no agitado sul das Filipinas e também recebe apoio de um grupo dirigido pelo militante Noordin Mohammad Top, nascido na Malásia, afirmou Chressbon.

Top formou uma ramificação violenta da rede de militantes Jemaah Islamiah e a polícia acredita que ele foi o mentor dos atentados aos hotéis, em julho, nos quais foram mortas 9 pessoas e 53 ficaram feridas.

Desde os atentados nos hotéis a polícia prendeu pelo menos cinco pessoas. Três outras foram mortas durante operações e a polícia afirmou ter desmantelado um plano para atacar o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono.

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