Militantes incendeiam acampamento da ONU em Gaza

Local era usado para programas humanitários com crianças da Faixa de Gaza, segundo representantes da ONU

Reuters |

Atiradores palestinos mascarados atearam fogo a um campo de refugiados da Organização das Nações Unidas na Faixa de Gaza nesta segunda-feira, disseram autoridades e testemunhas. É a segunda vez nas últimas semanas que militantes atacam um acampamento para crianças de uma agência da ONU no território controlado pelo Hamas.

Cerca de 25 militantes invadiram a unidade de recreação e atacaram guardas de segurança antes de incendiar uma das construções, disse o porta-voz da ONU, Adnan Abu Hasna. Em maio, atiradores incendiaram um prédio depois de acusar as Nações Unidas de promoverem a imoralidade na enclave que está sob domínio islâmico.

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Acampamento da ONU ficou completamente destruído após ataque

John Ging, diretor para operações na Faixa de Gaza da UNRWA, agência da ONU que controla a unidade, disse que o ataque de segunda-feira era um "ato covarde e desprezível".

"A UNRWA irá reconstruir o acampamento imediatamente e continuará seu programa de jogos verão que é tão importante para o bem-estar físico e psicológico das crianças de Gaza, muitas das quais estão estressadas e traumatizadas por suas circunstâncias e experiências", disse ele em comunicado. Autoridades do Hamas não comentaram imediatamente.

Muçulmanos fundamentalistas, ou Salafis -- cujo objetivo de uma guerra global ou santa contra o Ocidente entra em conflito com os objetivos nacionalistas do Hamas -- aumentaram os ataques contra a Faixa de Gaza nos últimos meses, tendo como alvo guardas de seguranças e sedes do Hamas.

O Hamas também aumentou a repressão contra comportamentos e eventos que considera imorais e em abril enviou suas forças de segurança para interromper o primeiro grande show de hip-hop em Gaza.

O grupo islâmico tomou o poder da Faixa de Gaza das mãos do movimento secular Fatah, do presidente palestino, Mahmoud Abbas, durante confrontos em 2007. Israel, junto com Egito, fortaleceu o bloqueio sobre o território tomado pelo Hamas.

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