Militantes fogem de delegacia no Iraque; ao menos 14 mortos

BAGDÁ (Reuters) - Três influentes militantes islâmicos detidos pelas autoridades iraquianas escaparam da prisão durante uma rebelião ocorrida na madrugada em um posto policial na cidade de Ramadi. Ao menos sete policiais e sete militantes foram mortos, informou uma autoridade nesta sexta-feira. A polícia impôs um toque de recolher e vasculhou casas em Ramadi, uma cidade pacata a 100 quilômetros de Bagdá, na manhã seguinte à rebelião na delegacia de al-Fursan, disse o general Tareq Yusuf, comandante policial da província de Anbar.

Reuters |

Yusuf disse que os prisioneiros renderam um policial que entrou numa cela às 2h da manhã da sexta-feira, tomando a arma dele e matando-o.

Seis outros policial, incluindo um tenente-coronel e um capitão, foram mortos em tiroteios subsequentes e mais seis ficaram feridos, segundo Yusuf. Sete dos prisioneiros foram mortos nos combates, disse.

Três líderes do grupo Estado Islâmico no Iraque, ligado à Al Qaeda, escaparam durante a rebelião, informou Yusuf.

A província de Anbar, na fronteira com a Síria, a Jordânia e a Arábia Saudita, já foi o coração da insurgência sunita iraquiana. Mas a cidade se tornou mais calma depois que os sunitas locais começaram a apoiar os esforços norte-americanos contra a Al Qaeda e outros grupos, em 2006.

Os Estados Unidos entregaram a segurança de Anbar ao governo iraquiano em setembro, mas marines norte-americanos ainda estão lá.

Yusuf disse que, na manhã de sexta-feira, a polícia começou a visitar casa por casa, levando fotos dos fugitivos. Ele garantiu que os prisioneiros serão recapturados.

"O povo desta cidade vai nos ajudar a trazê-los de volta à Justiça".

(Por Ahmad Rasheed)

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