Militantes anti-G20 se preparam para cúpula de Pittsburgh

Militantes antiglobalização, pacifistas e anarquistas pretendem aproveitar a cúpula do G20, que acontece quinta e sexta-feira em Pittsburgh (Pensilvânia, leste dos EUA), para expressar suas reivindicações, o que levou as autoridades locais a reforçar drasticamente a segurança.

AFP |

As organizações explicaram que querem "se opor às ações antidemocráticas do G20 que afetam seis bilhões de seres humanos".

"Estamos fazendo o máximo para que estas pessoas possam exercer seu direito à liberdade de expressão", declarou o prefeito de Pittsburgh, Luke Ravensthal, solicitando o envio de 4.000 policiais federais "muito bem treinados". A segurança da cúpula vai custar 18 milhões de dólares, mas espera-se que o evento traga 20 milhões à cidade.

"Tememos que as atividades de manifestantes manchem a bela história de Pittsburgh, admitiu o jovem prefeito de 29 anos, que quer mostrar ao mundo a recuperação econômica da antiga cidade siderúrgica em crise.

Ravensthal autorizou manifestações pacíficas, mas proibiu acampamentos perto do local da cúpula.

Os anti-G20, um movimento que reúne mulheres pacifistas do Code Pink, adversários da guerra no Iraque, ecologistas e anarquistas que formam mais de 60 grupos diferentes, pretendem juntar até 10.000 manifestantes para a grande marcha de sexta-feira, dia 25, disse à AFP Pete Shell, co-presidente do Thomas Merton Center (TMC), uma associação de Pittsburgh criada durante a guerra do Vietnã que tenta coordenar os protestos.

"Espero que eles monitorem bem os manifestantes, para que não haja um segundo Seattle. Eles têm o direito de protestar, mas sou contra a violência", comentou Nancy Provil, uma moradora de Pittsburgh.

Há dez anos, os protestos contra a Organização Mundial do Comércio (OMC) em Seattle, que reuniram 50.000 pessoas, impediram a realização do primeiro dia de debates. A polícia interveio de forma brutal, atirando nos manifestantes com balas de borracha. Cerca de 500 pessoas foram presas.

"É importante mostrar ao mundo que o G7 é uma organização que se autoelegeu. Eles tomam decisões em benefício dos ricos e das grandes empresas", denunciou a militante Edith Bell, 85 anos, da Liga Internacional das Mulheres para a Paz e a Liberdade.

"O que me preocupa é que eles chamaram muitos policiais de fora, treinados como militares. Não se trata manifestantes como criminosos", acrescentou esta moradora de Pittsburgh nascida na Alemanha, que sobreviveu a dois anos de campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.

"O protesto será ativo, mas pacífico", garantiu Melissa Minnick, porta-voz do TMC.

vmt/yw

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG