Militante saaraui em greve de fome há dois meses é hospitalizada

A militante saaraui Aminatu Haidar foi internada em um hospital na madrugada desta quinta-feira depois de sofrer vômitos quando completava um mês de greve de fome na ilha espanhola de Lanzarote (Canárias), para reclamar do Marrocos que a deixe voltar para sua casa no Saara Ocidental, antiga colônia hoje administrada por Rabat.

AFP |

Haidar, de 42 anos, foi levada para um hospital depois de se queixar de náuseas e dores abdominais e se encontra na unidade de cuidados intensivos.

Fontes do hospital informaram que Haidar vomitou sangue e se encontra desidratada, apesar de estar consciente. Ela insiste em continuar sem receber alimentos.

Haidar resolveu fazer greve de fome para pedir que lhe seja permitido voltar a El Aaiún, capital do Saara Ocidental, onde residem seus dois filhos, o que o Marrocos nega alegando que a ativista renegou sua nacionalidade marroquina.

Ela foi expulsa em 14 de novembro do Saara Ocidental pelas autoridades do Marrocos, a quem acusa de ter confiscado seu passaporte marroquino.

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, defende o direito da ativista regressar a seu país e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, insistiu na tomada de qualquer medida que facilite a solução desse problema.

O Marrocos considera o Saara Ocidental, antiga colônia espanhola que anexou em 1975, parte integrante do reino e propõe uma ampla autonomia para esse território.

A Frente Polisário, apoiada pela Argélia, reclama um referendo de autodeterminação, cuja independência seria uma das três opções.

sb/cn

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