Milionário americano acusado de fraude se declara inocente

Washington, 25 jun (EFE).- O multimilionário americano Allen Stanford e três de seus ex-funcionários se declararam hoje inocentes diante das acusações de uma fraude de aproximadamente US$ 7 bilhões.

EFE |

Os advogados de Stanford pedirão ao Tribunal Federal do estado americano de Houston que liberte Stanford, de 59 anos, sob pagamento de fiança. A Promotoria pediu que ele continue detido, pois considera que ele poderia fugir se forem levados em conta seus recursos e ligações internacionais.

O advogado Dick DeGuerin, que representa Stanford, disse ao jornal "The Houston Chronicle" que a preparação do caso levará aproximadamente um ano, e que o julgamento durará outros seis meses.

Os outros três acusados, que ficaram livres após pagar fiança, são Laura Pendergest Holt, ex-chefe de investimentos do Grupo Stanford; Gilberto López, então responsável pela contabilidade da empresa; e Mark Kuhrt, do setor de gastos do escritório de Houston.

O Governo americano acusou o grupo de se envolver em uma fraude que incluiu um banco de Stanford em Antígua e Barbuda. Segundo a Promotoria, foi lá que o multimilionário subornou um funcionário para que o procedimento avançasse.

Stanford chegou algemado esta manhã ao Tribunal, com grilhões nos tornozelos e usando uniforme de prisão.

Semana passada um júri apresentou formalmente as acusações contra Stanford, que se entregou ao FBI na Virgínia.

Ele compareceu a uma juíza, que ordenou sua detenção pelo risco de o ex-presidente da Stanford Financial Group fugir do país.

Outro júri, do Distrito Sul do Texas, fez outras 21 acusações a Stanford e outras quatro pessoas, supostamente envolvidas na fraude comandada pelo multimilionário durante mais de uma década.

Em Antígua e Barbuda, o ex-analista Leroy King se entregou nesta quinta-feira às autoridades e enfrentará acusações de envolvimento com a suposta fraude milionária.

King, que agora encara o trâmite de extradição aos EUA, foi demitido esta semana pelo Governo, depois de a Comissão de Valores Mobiliários (SEC, em inglês) dos Estados Unidos o acusar de aceitar mais de US$ 100 mil em subornos. EFE jab/dp

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