Milionário Álvaro Noboa faz 4ª tentativa para chegar ao poder no Equador

Quito, 25 abr (EFE).- O magnata Álvaro Noboa, considerado o homem mais rico do Equador, tentará chegar amanhã à Presidência, algo que não conseguiu em três eleições anteriores.

EFE |

"Quero que os equatorianos ganhem salários como os de Panamá ou Chile, entre US$ 1 mil e US$ 2 mil mensais", disse o candidato, que aparece em terceiro lugar nas pesquisas.

Católico, Noboa também prometeu a "felicidade com a ajuda de Deus".

O candidato de 58 anos, nascido na cidade de Guayaquil, herdou a fortuna de seu pai, Luis Noboa Naranjo, fundador e promotor da grande indústria bananeira do país.

Entretanto, esta herança foi motivo de disputas entre a própria família. Alguns parentes acusam Noboa de ser "obcecado pelo poder".

Aos 23 anos, criou sua primeira empresa e, em 1994, chegou à presidência do Grupo Noboa, um dos mais poderosos do país.

Durante a atual campanha eleitoral, o candidato disse que ele e suas empresas estavam sendo vítimas de "perseguição" pelo presidente e candidato à reeleição, Rafael Correa.

"Há três formas de se anular um candidato: levando-o à prisão, matando-o ou sufocando-o economicamente", disse Noboa, referindo-se ao fato de o Fisco lhe cobrar US$ 400 milhões em impostos atrasados.

"Sou castigado por ser candidato. Como empresário, sou o que mais paga impostos", acrescentou o líder do Partido Renovador Institucional de Ação Nacional (Prian).

A carreira política do magnata começou em 1996, quando dirigiu a Junta Bancária durante o Governo do então presidente Abdala Bucaram.

Já sua primeira aventura eleitoral foi em 1998, mas Noboa foi derrotado pelo democrata-cristão Jamil Mahuad. Em 2002, o empresário foi derrotado por Lúcio Gutiérrez, outro candidato das eleições deste domingo.

Noboa tentou chegar à Presidência novamente em 2006, mas perdeu para Correa.

Após a derrota, o empresário desapareceu momentaneamente do cenário político, mas voltou poucos meses depois, quando se apresentou como candidato à Assembleia Constituinte.

Ao conseguir uma cadeira, Noboa se uniu à oposição com vários grupos de direita. A coalizão, entretanto, não teve sucesso ao tentar evitar a aprovação do projeto final da nova Carta Magna, em 2008.

O Prian teve nova derrota em setembro do mesmo ano, quando o referendo aprovou o texto constitucional.

A princípio, Noboa hesitou em se lançar candidato este ano, mas depois optou por concorrer. Seu objetivo é forçar um segundo turno contra Correa, tido como favorito.

Apesar de as pesquisas apontarem que Noboa deve ter entre 9% e 15% dos votos, o candidato esbanjou confiança e disse que poderá chegar na frente do atual presidente no primeiro turno.

Entre suas propostas, o empresário afirmou que abrirá o país ao investimento estrangeiro e ao livre mercado. O candidato do Prian ainda afirmou que pretende transformar o Equador em um país de classe média e livre de pobreza ao multiplicar por cinco o salário dos equatorianos, que é de US$ 218 mensais.

"Esta meta será alcançada se nós fizermos convites aos investidores estrangeiros", declarou.

Noboa é casado com Anabella Azín, com quem tem quatro filhos: Daniel, Carla, John Sebastián e Santiago.

Anabella, que sempre apoiou a carreira política do marido, é candidata a vice, e vende uma imagem tolerante e paciente, muito diferente do temperamental Noboa. EFE fá/plc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG