Milícias ruandesas retomam seus ataques no nordeste da RDC

Kinshasa, 13 mar (EFE).- As Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR) atacaram novamente posições governamentais no nordeste da República Democrática do Congo (RDC) forçando a fuga de cerca de 300 famílias que se refugiaram em acampamentos da Missão das Nações Unidas no país (Monuc).

EFE |

Segundo o porta-voz militar do contingente da ONU, tenente-coronel Jean-Paul Dietrich, os ataques aconteceram na localidade de Pinga, no território de Walikale, a 115 quilômetros ao norte de Goma, capital da província de Kivu Norte.

"Cerca de 300 famílias tiveram que fugir da região após os renovados ataques dos rebeldes hutus ruandeses contra as posições das Forças Armadas da RDC (FARDC)", disse Dietrich em conversa por telefone com a Agência Efe.

Em 25 de fevereiro, tropas do Exército ruandês que tinham sido convidadas em janeiro pelo Governo da RDC a participar de uma operação conjunta para desarmar os guerrilheiros das FDLR, retornaram a Ruanda, após, segundo afirmaram então as autoridades congolesa, terem "neutralizado" os guerrilheiros ruandeses.

Dietrich disse que os "capacetes azuis" continuam participando de patrulhas conjuntas com os soldados das FARDC e da Polícia nacional congolesa, assim como nas operações de desmobilização dos rebeldes.

Sobre o particular, especificou que os milicianos das FDLR continuam rindo das FARDC e da Monuc.

"No último dia 7, três milicianos ruandeses, acompanhados por suas respectivas famílias, se renderam e entregaram suas armas a uma patrulha conjunta (Monuc-FARDC) na localidade de Bushaho, a 15 quilômetros ao oeste de Kashebere no norte de Kivu", disse Dietrich, ressaltando que o organismo da ONU assistirá aos rebeldes e seus familiares na repatriação a Ruanda. EFE py-st/ma

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