Milícias palestinas prometem vingar violência na cidade israelense de Akko

Gaza, 12 out (EFE).- Os dirigentes de várias milícias palestinas na Faixa de Gaza prometeram hoje vingar os incidentes violentos que acontecem desde quarta-feira passada na cidade israelense de Akko, entre moradores das comunidades judaica e árabe.

EFE |

Abu Abir, porta-voz das Brigadas de Salah ad-Din, braço armado dos Comitês Populares da Resistência, na Faixa de Gaza, disse à imprensa que "a resposta aos crimes cometidos contra nossos irmãos palestinos não demorará muito".

Hoje, é o quinto dia consecutivo no qual acontecem atos violentos e distúrbios entre membros das duas comunidades que residem na cidade de Akko, onde centenas de efetivos policiais patrulham a cidade para impedir novos focos de violência.

Os confrontos começaram na quarta-feira e o estopim foi que um morador árabe entrou com seu veículo em um bairro majoritariamente judeu, pouco após começar a data mais solene do calendário judeu, o Yom Kippur (Dia do Perdão), onde fica vetada qualquer atividade para os judeus e o trânsito é paralisado.

Segundo residentes judeus, o motorista circulou com música alta no veículo, ação que qualificaram de "ato de provocação" e que desencadeou uma onda de distúrbios entre as duas comunidades.

Os incidentes deixaram mais de 50 detidos, cerca de 100 veículos incendiados ou danificados e 40 comércios atacados.

"A resposta a estes crimes será estremecedora e os colonos judeus deveriam se preparar para pagar o preço da estupidez de seus líderes e a arrogância de seu sangrento Governo", acrescentou o porta-voz dos CPR.

A Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP) disse, em comunicado à imprensa, que os ataques da população judaica contra os palestinos "não nos frearão em nossa resposta".

"Os palestinos são uma nação tanto em Gaza, Cisjordânia ou em Israel", afirma o comunicado da FDLP, acrescentando que "nunca poderemos aceitar estes ataques a nossos irmãos de Akko, que estão sendo forçados a sair da cidade".

As ameaças destes grupos ocorrem apesar do acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e as facções armadas da Faixa de Gaza, território governado pelo movimento islâmico Hamas. EFE sar/an

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