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Milícias palestinas lançam mais de 20 projéteis contra Israel

Jerusalém, 24 dez (EFE).- Os grupos armados palestinos lançaram desde esta terça-feira à noite 12 foguetes e nove bombas contra o sul de Israel, que decidiu, por isso, manter fechadas as passagens fronteiriças com a Faixa de Gaza, informou o Exército israelense.

EFE |

Os projéteis não deixaram vítimas, mas um deles atingiu uma casa do kibutz de Shaar Hanegev, situado a poucos quilômetros de Gaza.

Quase todos eram do tipo Qassam, exceto dois Grad, que, por terem maior alcance, atingiram a cidade de Ashkelon.

Em comunicado, o braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezedin al-Qassam, reivindicou a autoria dos ataques em resposta à morte de cinco de seus militantes.

Dois deles morreram de madrugada depois que seus explosivos detonaram antes do tempo, enquanto outros três foram mortos ontem pelo Exército israelense quando, segundo sua versão, aproximavam-se da parte norte da cerca que separa a Faixa de Gaza do Estado judeu.

É a primeira vez desde o retorno às hostilidades que a milícia do Hamas assume a maior parte dos lançamentos de projéteis, o que, até agora, tinha sido feito pela Jihad Islâmica.

A nova série de foguetes pode jogar por terra as gestões diplomáticas para retomar a trégua de seis meses entre Israel e Hamas, que o movimento islâmico se recusou a prorrogar na sexta-feira passada, por considerar que o Estado judeu não estava cumprindo seus compromissos.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, se reuniu ontem, no Cairo, com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, para tentar retomar o cessar-fogo, e amanhã se encontrará com a ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni.

No último dia 22, o Hamas e as outras facções palestinas em Gaza declararam uma trégua de 24 horas a pedido do Egito e não descartaram renovar o cessar-fogo com Israel, sob determinadas garantias.

Por causa desta madrugada de ataques, Israel decidiu voltar atrás em sua decisão, anunciada ontem à noite, de reabrir hoje alguns postos fronteiriços com Gaza para permitir a entrada de ajuda humanitária e remédios, disse à Agência Efe Peter Lerner, porta-voz do organismo dependente do Ministério da Defesa que coordena as atividades de Israel nos territórios palestinos.

Os produtos básicos escasseiam na Faixa de Gaza por causa do bloqueio imposto por Israel desde que o Hamas assumiu o controle deste território, em junho de 2007.

Este cerco deixou este território palestino "à beira de uma crise humanitária", segundo as Nações Unidas. EFE ap-sar/an

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