Milicianos são mortos em ataque com mísseis no Paquistão

Pelo menos 13 pessoas morreram nesta sexta-feira por disparos de mísseis, supostamente americanos, em uma zona tribal do noroeste do Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão.

Redação com agências internacionais |

O ataque aconteceu na região de Jan Khel, situada no distrito tribal do Waziristão do Norte, e seu objetivo teria sido um suposto refúgio da rede terrorista internacional Al-Qaeda, explicou a fonte.

"Vários mísseis atingiram uma suposta área da Al-Qaeda", afirmou à AFP uma fonte dos serviços de segurança paquistaneses que pediu anonimato.

Uma importante autoridade da região, Latif-ur-Rehman, disse à Reuters que os mísseis atingiram uma instalação de militantes. "Foi um ataque certeiro e o complexo foi destruído", disse Rehman.

Houve quase 20 ataques com mísseis atirados de aviões sem pilotos desde o começo de setembro, mas o ataque de sexta-feira é o primeiro a acontecer desde o resultado das eleições norte-americanas, na terça-feira.

O Paquistão se opõe aos ataques, dizendo que eles não só são uma violação de sua soberania como também são contraproducentes nos esforços contra a militância que está por trás do aumento da violência no Afeganistão e no Paquistão.

O Governo paquistanês chamou para consultas no dia 29 de outubro a embaixadora dos EUA em Islamabad, Anne Patterson, a quem pediu o final imediato dos "contínuos" ataques com mísseis supostamente realizados por aviões norte-americanos não pilotados nas áreas tribais.

O Paquistão, que tem uma bomba atômica e apóia os Estados Unidos, também combate os militantes na fronteira, mas diz que os ataques norte-americanos atrapalham suas tentativas de isolar os militantes, além de influenciar a opinião pública contra os Estados Unidos, o que favorece o discurso militante.

Violência

Um bombardeio paquistanês em outra região do país matou 19 supostos insurgentes, segundo uma fonte militar.

O bombardeio aconteceu nesta quinta-feira no povoado de Airab, na demarcação tribal, e não foram registradas vítimas civis.

As forças de segurança paquistanesas realizam desde o começo de agosto uma operação em Bajaur que já matou mais de 1.500 insurgentes, segundo o Exército.

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