Milicianos da Nigéria atacam oleodutos do sul do país

Lagos, 21 abr (EFE).- Um grupo de milicianos que opera no sul da Nigéria anunciou hoje que seus soldados atacaram nas últimas horas dois oleodutos na região do delta do rio Níger, dentro de sua ofensiva de tentar paralisar as exportações de petróleo.

EFE |

O anúncio foi feito em carta aberta dirigida ao presidente dos Estados Unidos, George Bush, pelo Movimento para a Emancipação do Delta de Rio Níger (Mend), o principal grupo rebelde que opera nessa zona do sul da Nigéria rica em petróleo.

Os ataques foram realizados contra instalações das multinacionais da Shell e da Chevron, à 01h00 e às 03h10 no horário local (21h00 e 23h10 de Brasília), como parte da chamada "Operação Ciclone", diz o comunicado do Mend recebido por e-mail pela Agência Efe.

Os oleodutos atacados se encontram nos rios de Isaka e Abonnema e não foram informados dados adicionais sobre mortes ou danos materiais causados.

O Mend se coloca como defensor dos interesses das comunidades pobres do delta do Níger. Embora a Nigéria seja o primeiro produtor de petróleo do continente, os dois terços da população vivem sob a linha de pobreza.

Os ataques milicianos não foram confirmados por fontes independentes, mas é raro que o Mend se atribua ações que não cometeu.

Os ataques de hoje são a continuação dos que foram realizados pelo mesmo grupo na quinta-feira passada contra outro oleoduto da Shell, que obrigou a empresa a suspender o fluxo de 169 mil barris diários de petróleo. A produção total de petróleo da Nigéria supera os dois milhões de barris diários.

As ações foram motivadas, segundo o Mend, pela detenção de um de seus líderes, Henry Okah, e pela chegada às costas da Nigéria de uma embarcação de guerra americana.

Em sua carta, os milicianos pedem a mediação do ex-presidente Jimmy Carter para negociar com o Governo o fim desses ataques, considerando as gestões que atualmente está mantendo no Oriente Médio.

Em comunicados anteriores, o Mend pediu também a mediação do presidente Bush e do ator George Clooney, mas em nenhuma dessas ocasiões houve resposta. EFE da/fb

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