Milícia palestina que capturou soldado israelense defende a resistência

Gaza, 25 jun (EFE).- A resistência é a melhor maneira de pressionar Israel, especialmente quando se trata de fazer prisioneiros, afirmou hoje uma das três milícias responsáveis pela captura do soldado israelense Gilad Shalit há dois anos.

EFE |

O soldado está em cativeiro desde 25 de junho de 2006, quando foi capturado por membros de três milícias palestinas: as Brigadas de Ezedin al-Qassam - braço armado do Hamas -, os Comitês Populares da Resistência e o Exército do Islã.

Naquela data, os milicianos se infiltraram por um túnel subterrâneo na base militar de Kerem Shalom, em território israelense na fronteira com a Faixa de Gaza, em uma operação na qual dois soldados israelenses morreram.

"A resistência conseguiu uma conquista significativa ao realizar a primeira operação de captura de um soldado israelense em uma batalha militar desde o começo da Intifada", disse Abu Mujahed, porta-voz dos Comitês Populares da Resistência.

As gestões para conseguir a libertação de Shalit, que em agosto completará 22 anos, não tiveram resultados até o momento.

O recente acordo de trégua entre Israel e o Hamas, a quem o Governo do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, responsabiliza pelo destino de Shalit, indignou os parentes do soldado, que temem que, com a abertura das passagens fronteiriças, os seqüestradores consigam retirar o militar da Faixa de Gaza.

Assim, o pai do soldado, Noam Shalit, apelou sem sucesso ao Tribunal Supremo israelense para impedir que se implemente a decisão de reabrir gradualmente, e em virtude do cessar-fogo, as passagens fronteiriças.

O pai de Shalit denuncia que Israel descumpriu o compromisso que adquiriu explicitamente antes do acordo de cessar-fogo: condicionar qualquer trégua à libertação do soldado.

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, respondeu ontem à noite aos temores de Noam Shalit ao afirmar à televisão israelense que "o Hamas não pode aproveitar a trégua para transferir" Shalit de Gaza para "um lugar secreto", porque, "se o levarem a Al-Arish", localidade egípcia próxima, "todo mundo saberá".

Agora, o Egito - que fez a mediação para o cessar-fogo -, deve interceder para que Israel e Hamas alcancem um novo acordo de troca de prisioneiros palestinos por Shalit.

Segundo fontes do Hamas, Cairo convidará representantes das duas partes no prazo de uma semana para continuar as conversas.

"Queremos a libertação de todos os prisioneiros que perderam sua juventude atrás das grades", disse hoje um dirigente do Hamas relacionado às negociações para a troca. EFE sar/an

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