Milícia islâmica iraniana exige participação na oração de sexta

A milícia islâmica iraniana Basij, acusada de ter agredido manifestantes da oposição partidários de Mir Hossein Moussavi, pediu a seus membros que participem na oração de sexta-feira em Teerã, que será dirigida pelo guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

AFP |

"Os basij alertas por sua presença épica, participarão na oração de sexta-feira dirigida pelo aiatolá Khamenei", afirma um comunicado da organização divulgado pela agência Mehr.

Os basij pediram ainda aos candidatos que questionam a reeleição de Mahmud Ahmadinejad a retirar a solidariedade dos 'agitadores'.

A milícia islâmica considera que os manifestantes pró-Moussavi que caminham pacificamente há vários dias pela capital são 'agitadores'.

Moussavi e os outros dois candidatos derrotados acusam a milícia basij de ser a principal responsável pelos confrontos que prejudicam as manifestações.

Mir Hossein Moussavi e o candidato reformista Mehdi Karubi anunciaram que participarão na oração de sexta-feira.

A milícia islâmica também advertiu a Moussavi e Karubi, assim como seus partidários, que evitem "qualquer ação provocadora".

Os basij constituem uma milícia de centenas de milhares de membros criada por ordem do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, pouco depois da revolução de 1979.

A milícia ganhou destaque durante a guerra contra o Iraque (1980-1988), quando seus membros formaram 'ondas humanas' responsáveis por abrir caminho para as forças mais experientes nos campos minados.

Os basij são formados em sua maioria por civis e por um número reduzido de unidades profissionais armadas. Seu papel consiste em manter a ordem em caso de distúrbios civis e estão sob as ordens do corpo de elite dos Guardiães da Revolução.

aet-pcl/fp

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