Londres, 20 jul (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliband, expressou hoje sua satisfação com a libertação do último funcionário de sua embaixada no Irã que ainda permanecia retido pelas autoridades iranianas.

Hossein Rossam, analista político da embaixada, foi libertado neste domingo após pagar uma fiança, mas foi acusado de prejudicar a segurança nacional iraniana pela suposta participação nos protestos registrados no país, após as eleições presidenciais de junho no Irã, informou a imprensa britânica.

Nesse mês, nove membros do pessoal local da delegação diplomática britânica em Teerã foram detidos, mas Rossam era o único que ainda permanecia preso pelas autoridades iranianas.

"Estou muito contente com que Hossein Rassam tenha sido libertado. A libertação de todos os nossos empregados foi algo prioritário nas últimas três semanas, e requererá intensas conversas com as autoridades iranianas", disse Miliband em comunicado.

O chefe da diplomacia britânica afirmou que houve contatos com o ministro de Assuntos Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, e também agradeceu aos países da União Europeia (UE) por sua solidariedade e apoio para resolver este assunto.

"A detenção do pessoal da embaixada era totalmente injustificada.

Estou satisfeito com que nenhum deles estivesse envolvido em algum comportamento incorreto", acrescentou.

De acordo com a agência britânica "Press Association", Rassam foi libertado da prisão de Evin, em Teerã, mas precisou pagar uma fiança de US$ 100 mil.

Miliband expressou sua preocupação com a detenção de Clotilde Reiss, estudante francesa detida no Irã, e disse que a Europa está unida para pedir sua imediata libertação. EFE vg/db

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