Milhões de cubanos encheram neste sábado as ruas de Havana para comemorar o Dia dos Trabalhadores, convocados pelo presidente Raúl Castro. Foi uma forma de criticar a "intromissão" dos Estados Unidos e da Europa no país e a crescente ação da oposição interna - com suas críticas à situação dos direitos humanos." /

Milhões de cubanos encheram neste sábado as ruas de Havana para comemorar o Dia dos Trabalhadores, convocados pelo presidente Raúl Castro. Foi uma forma de criticar a "intromissão" dos Estados Unidos e da Europa no país e a crescente ação da oposição interna - com suas críticas à situação dos direitos humanos." /

Milhões de pessoas vão às ruas em Cuba em meio a críticas aos EUA e a UE

Milhões de cubanos encheram neste sábado as ruas de Havana para comemorar o Dia dos Trabalhadores, convocados pelo presidente Raúl Castro. Foi uma forma de criticar a "intromissão" dos Estados Unidos e da Europa no país e a crescente ação da oposição interna - com suas críticas à situação dos direitos humanos.

AFP |

Milhões de cubanos encheram neste sábado as ruas de Havana para comemorar o Dia dos Trabalhadores, convocados pelo presidente Raúl Castro. Foi uma forma de criticar a "intromissão" dos Estados Unidos e da Europa no país e a crescente ação da oposição interna - com suas críticas à situação dos direitos humanos.

Vestido com a tradicional jaqueta branca, a "guayabera" e "sombrero" camponês, o general Raúl Castro presidiu o ato na emblemática Praça da Revolução, em Havana, acompanhado da direção do Partido Comunista (PCC, único) e de comandantes das Forças Armadas.

Desfilaram pelo local 800 mil pessoas, enquanto outras centenas de milhares marcharam em demais cidades da ilha, segundo cálculo oficial.

"A participação de milhões de trabalhadores (...) é a mais enérgica e firme resposta aos que, dos centros de poder dos Estados Unidos e da União Europeia, secundados por grupúsculos mercenários internos, tentam nos fazer desacreditar com falsas calúnias - fruto de seu ódio ancestral", disse em discurso o líder da Central de Trabalhadores (única), Salvador Valdés.

"Ante a intromissão ianque e da União Europeia: Unidade!", dizia em letras vermelhas um gigantesco painel cobrindo a fachada da Bibioteca Nacional.

O governo cubano acusa os Estados Unidos e a União Europeia de realizar uma campanha para difamar a revolução, depois da morte, no dia 23 de fevereiro, do preso opositor Orlando Zapata, em seguida a 85 dias de greve de fome - imitada atualmente pelo dissidente Guillermo Fariñas pela exigir a libertação de 26 presos políticos enfermos. Farinãs estaria em jejum há 67 dias.

"Cuba não teme a mentira, nem se ajoelha ante as pressões", diziam algumas faixas levadas por manifestantes, parafraseando a advertência feita por Raúl Castro há três semanas ao responder a críticas internacionais sobre a situação dos direitos humanos na ilha.

Dos alto-falantes frases de estímulo animavam o desfile: "Abaixo os mercenários e o imperialismo", "não à chantagem", "as ruas são nossas", "Cuba não se rende", "somos um bastião inexpugnável".

"É uma passeata contra a mentira dos Estados Unidos e dos europeus". "Viva Fidel, carajo! e también viva Raúl", disse à AFP Angela Borrero, que levava uma foto dos irmãos Castro.

Humberto Pérez, ex-combatiente revolucionário de 72 anos, agitava um cartaz com mensagem ao presidente dos Estados Unidos: "Obama, em Cuba há direitos humanos de sobra".

Havana acusa os opositores de "mercenários" de Washington, nega que haja presos políticos - 200, segundo a dissidência - e acusa as Damas de Branco, esposas de prisioneiros, de serem a ponta de lança de "campanha difamatória".

"As verdadeiras mulheres cubanas agitam hoje as bandeiras da revolução", gritou um dos animadores do desfile.

Berta Soler, das Damas de Branco, disse à AFP que isso tudo é porque "pedem, com constância, a libertação de nossos presos".

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