Milhões de muçulmanos no Sudeste Asiático começam o mês do Ramadã

Kuala Lumpur, 1 set (EFE).- Cerca de 250 milhões de muçulmanos no Sudeste Asiático começaram hoje a cumprir os preceitos de jejum e recolhimento do mês do Ramadã sem se importar que residam em uma região afetada por um conflito armado ou com as dificuldades econômicas que atravessam por causa da inflação galopante.

EFE |

Este ano, as autoridades da Indonésia e das principais organizações islâmicas do país chegaram a um acordo no último momento, no domingo, sobre a data exata do início do nono mês sagrado do islã, após consultar sistemas astrológicos e enviar observadores por todos os pontos cardeais do arquipélago para avistar a lua nova.

No entanto, pelo menos dois grupos islâmicos indonésios começaram as celebrações no sábado passado, um na cidade javanesa de Jember e outro na de Gowa, nas Célebes.

O seguimento do Ramadã na Indonésia, a nação com a comunidade muçulmana mais numerosa do mundo, marca toda a atividade do trabalho e da família, inclusive as escolas e os meios de comunicação dedicam particular atenção à religião.

As únicas comidas que são preparadas nas casas são os jantares, os escritórios acomodam os horários de seus empregados, os restaurantes adaptam seus menus, e os supermercados e lojas de alimentação lançam ofertas especiais.

Os costumes na Malásia se parecem muito, assim como em Brunei, Filipinas e Tailândia, e todos os outros países do Sudeste Asiático que contam com uma comunidade islâmica.

No sul das Filipinas e da Tailândia, onde mora a maioria dos muçulmanos desses países, os hábitos do Ramadã são emoldurados em conflitos armados que tiram vidas humanas quase diariamente. EFE snr/ma

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