Milhões de americanos se preparam para passagem do furacão Irene

Obama pede que população deixe área de risco e siga medidas de segurança enquanto Irene se aproxima da Carolina do Norte

iG São Paulo |

Cerca de 65 milhões de moradores da costa leste dos Estados Unidos se preparam nesta sexta-feira para a chegada do furacão Irene, que pode causar danos em locais como Washington, Baltimore, Filadélfia, Nova York e Boston. Em pronunciamento, o presidente dos EUA, Barack Obama, fez um apelo para que a população siga os procedimentos de segurança.

"Se você está na rota projetada para o furacão, precisa tomar precauções agora. Não espere, não adie", afirmou o presidente, que encurtou as férias em Martha's Vineyard em um dia por causa do furacão. "Todos torcemos pelo melhor, mas é preciso estar preparado para o pior. Temos que levar essa tempestade a sério."

AP
Imagem de satélite mostra furacão Irene seguindo em direção aos EUA

De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (CNF), chuvas provocadas pelo furacão já atingem a parte sudeste da Carolina do Norte, área para a qual foi emitida uma ordem de evacuação. O mesmo aconteceu para regiões de Delaware, Maryland e Nova Jersey.

Em toda a costa leste, moradores estocam alimentos e água, enquanto portos, refinarias de petróleo e usinas nucleares ativam planos de emergência.

A expectativa é que o Irene se torne o furacão mais forte a atingir os EUA em sete anos. Nesta sexta-feira, ele perdeu força e voltou à categoria 2, com ventos de 175 km/h. Mas ele deve ganhar força e chegar no fim de semana e alcançar a categoria 3 durante a passagem pelos EUA.

Segundo o último boletim emitido pelas autoridades americanas, o centro da tempestade ainda está a cerca de 600 km da Carolina da Norte, movendo-se para norte a uma velocidade de 22 km/h. A previsão é que o Irene chegue ao Estado no sábado e depois siga para o Estado da Virgínia e a região de Nova York.

Furacões são raros em Nova York, que foi atingida por poucos realmente significativos nos últimos 200 anos.

Em 1821, um furacão causou inundação no sul de Manhattan, a área que hoje inclui o centro financeiro da cidade e o Marco Zero, local onde ficavam as torres do World Trade Center alvo de ataque no 11 de Setembro de 2001 .

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse que a cidade está se preparando para tempestades e enchentes que podem acontecer partir de domingo, e pediu que moradores de áreas vulneráveis fossem para locais seguros.

O governador da Virginia, Bob McDonnell, pediu que moradores busquem abrigo na sexta-feira antes da chegada dos fortes ventos.  Em Washington, o furacão forçou o adiamento da cerimônia de domingo no novo memorial em honra ao líder de direitos civis Martin Luther King Jr. Dezenas de milhares de pessoas participariam, incluindo o presidente Barack Obama.

Prevendo danos severos na Carolina do Norte, Obama declarou situação de emergência na quinta-feira, autorizando liberação de ajuda federal para apoiar a resposta do Estado. Os governadores da Carolina do Norte, Virginia, Maryland, Delaware, Nova Jersey, Nova York e Connecticut também declararam emergência.

As enchentes causadas pelo furacão mataram ao menos uma pessoa em Porto Rico, duas na República Dominicana e duas no Haiti. A tempestade provocou o corte da energia na capital das Bahamas, Nassau, e bloqueou estradas devido à queda de árvores.

AP
Mulher passa por prateleiras vazias de supermercado em Long Island, no Estado de Nova York, onde moradores estocam suprimentos por causa de furacão

Com AP e Reuters

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