GARHI KHUDA BAKHSH, Paquistão (Reuters) - Dezenas de milhares de simpatizantes da ex-premiê do Paquistão Benazir Bhutto se reuniram na cidade natal dela neste sábado para marcar o primeiro aniversário do assassinato da líder. Bhutto foi morta aos 54 anos num atentado na cidade paquistanesa de Rawalpindi, durante um comício. Ela retornara do exílio havia meses.

O partido de Bhutto viria a ganhar as eleições e agora lidera um governo de coalizão. O viúvo da líder assassinada, Asif Ali Zardari, tornou-se presidente.

Zardari, em comunicado, afirmou que o ataque contra a sua mulher foi uma ação para minar os esforços pela democracia. "Os tiranos e assassinos a mataram, mas nunca serão capazes de matar as idéias delas."

Um ano depois da morte muitas perguntas sobre o atentado permanecem. Investigações do governo paquistanês, da polícia britânica e da inteligência dos Estados Unidos acusam um militante ligado à Al Qaeda.

Muitos simpatizantes de Bhutto, porém, não se mostram satisfeitos com essas investigações.

(Por Asim Tanveer)

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