Milhares se despedem do patriarca ortodoxo russo Alexiy 2o

Por Vladimir Bomko MOSCOU (Reuters) - Cristãos ortodoxos russos seguiram em multidão no domingo para homenagear o patriarca Alexiy 2o, velado numa catedral de Moscou, agradecendo a ele por ter reavivado a fé após décadas de repressão comunista.

Reuters |

Entronado um ano antes da queda da União Soviética, Alexiy 2o morreu de falência cardíaca na sexta-feira, aos 79 anos.

Promovendo um renascimento da religião mais importante da Rússia, ele construiu milhares de igrejas novas e elevou a presença da religião ortodoxa cristã em todo o país, estreitando os laços da igreja com o Kremlin.

Durante os 18 anos como líder da maior igreja ortodoxa do mundo, Alexiy ajudou a sanar uma divisão que durara 80 anos com uma facção rival da igreja no Ocidente, criada por monarquistas que fugiram dos bolcheviques ateus.

Mas os adversários do patriarca disseram que ele permitiu que a igreja se tornasse uma parceira menor do Kremlin, no governo do ex-presidente Vladimir Putin. Alexiy não conseguiu dissipar alegações de que tinha vínculos com a polícia secreta soviética, a KGB.

A igreja negou repetidas vezes as acusações.

Carregando coroas, milhares de pessoas fizeram fila de vários quarteirões e andaram sob garoa gelada para chegar à catedral de Cristo, o Salvador, no centro de Moscou, onde o corpo de Alexiy 2o será velado com honras de Estado até o funeral, na terça-feira.

"Sinto como se um pedaço de meu coração tivesse sido arrancado", disse a aposentada Maria Mindova, que saiu da Ucrânia para o velório.

A reconstrução da catedral de Cristo, o Salvador, na tumultuada década de 1990 foi um dos grandes feitos de Alexiy.

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