Porto Príncipe, 20 jan (EFE).- Milhares de pessoas se amontoam hoje no porto de Porto Príncipe tentando uma vaga na única embarcação ainda em operação que faz o trajeto para a cidade de Jeremie, no noroeste do Haiti.

O problema é que, perante a falta de combustível, a embarcação fica dois dias sem fazer o serviço, como explicaram à Agência Efe várias famílias, que esperam a saída com móveis e malas no chão do porto.

Jeremie foi uma das regiões menos destruídas pelo terremoto de 7 graus na escala Richter de 12 de janeiro. As pessoas que se aglomeram no porto são quase todas dessa cidade ou têm parentes ali.

Como agravante da situação, centenas de pessoas tomaram dois navios que estão parados no porto por problemas mecânicos e passaram a morar nessas embarcações.

Nenhuma das pessoas que estão no porto - quase todas de origem humilde - recebeu ajuda externa e muitas delas sobrevivem há oito dias à base de líquidos e balas.

O grande terremoto de 7 graus aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE fjo/rr

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