Milhares participam de parada do Orgulho Gay em Jerusalém

Cerca de 2.000 pessoas participaram da parada anual do Orgulho Gay em Jerusalém nesta quinta-feira, realizada sem incidentes apesar da polêmica levantada durante sua organização.

AFP |

Acompanhada por número quase igual de policiais, a parada saiu do centro de Jerusalém e percorreu um quilômetro.

"Queremos que esta parada aconteça sem violência", disse Yonathan Leibowicz, da Jerusalem Open House, que organizou o evento.

"Chegamos a um acordo com as autoridades religiosas, para fazer uma demonstração contida com o objetivo de não chocar as pessoas", explicou.

Em uma manifestação contra a parada gay, realizado num dos bairros ultra-ortodoxos de Jerusalém, centenas de homens protestavam contra a demonstração dos homossexuais.

Alguns levavam livros sagrados e rezavam, enquanto outros levantavam cartazes com dizeres em inglês como "Vergonha", "A Suprema Corte está destruindo a Cidade Sagrada" e "Não sodomizem Jerusalém".

O líder do partido secular Meretz, Haim Oron, participou da parada.

"Vim para apoiar os manifestantes e para me associar às suas metas - seus esforços não dizem respeito apenas à comunidade gay, dizem respeito ao estabelecimento de uma sociedade pluralista em Israel", disse.

As forças de segurança acompanharam a parada, mas se mantiveram discretos e não interferiram.

A Suprema Corte israelense rejeitou nesta semana o pedido de um grupo conservador judaico, que queria proibir a parada gay alegando ser uma "provocação" realizar uma manifestação como essa numa cidade tão religiosa.

Em 2005, um judeu ultra-ortodoxo esfaqueou três participantes da marcha e foi condenado a 12 anos de prisão.

No ano seguinte o evento foi organizado dentro de um estádio esportivo, após violentos protestos de judeus ultra-ortodoxos e ativistas da oposição de direita, para quem a parada é "uma profanação" da Cidade Sagrada.

"A violência e a intimidação que cercaram as paradas de 2005 e 2006 servem apenas para provar que nós precisamos garantir que nossos direitos como cidadãos de Jerusalém sejam defendidos", declarou a Open House em um comunicado.

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