Milhares de trabalhadores protestam pelo mundo

Nos EUA, imigrantes protestam no Arizona. Na Europa, muitos gritaram contra políticas econômicas

iG São Paulo, com agências internacionais |

Nos Estados Unidos , ao grito de "Todos Somos Arizona" e com o pedido de uma reforma das leis de imigração, milhares de imigrantes no país saíram em passeata neste sábado, com direito a uma grande concentração em Los Angeles com a participação de estrelas latinas.

Em Cuba , milhões de cubanos encheram neste sábado as ruas de Havana para comemorar o Dia dos Trabalhadores, convocados pelo presidente Raúl Castro. Foi uma forma de criticar a "intromissão" dos Estados Unidos e da Europa no país e a crescente ação da oposição interna - com suas críticas à situação dos direitos humanos.

Na Venezuela , partidários e opositores do presidente Hugo Chávez participavam de duas manifestações diferentes para marcar o Dia dos Trabalhadores. De um lado, celebraram as conquistas da revolução bolivariana e, do outro, exigiram maior democracia e respeito por parte do governo.

Na Grécia , onde o governo arrasado pela dívida comprometeu-se a fazer cortes no orçamento para garantir um empréstimo do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia, os manifestantes queimaram lixeiras e atearam fogo a um carro de uma emissora de TV. As lojas foram fechadas e as ruas da capital estavam excepcionalmente vazias, exceto pela presença de manifestantes que marchavam em direção ao Parlamento, onde funcionários do Ministério das Finanças, e funcionários da UE e do FMI vêm se reunindo há dias, tentando chegar a um acordo sobre um novo pacote de medidas de austeridade. "Não à junta do FMI", gritavam os manifestantes, referindo-se à ditadura militar que governou a Grécia de 1967 a 1974.

Na Alemanha , um forte contribuidor do pacote de ajuda grego, a polícia afirmou ter detido cerca de 250 manifestantes de extrema direita, que interpelaram grupos de estrangeiros em um bairro comercial de Berlim Ocidental e atiraram pedras e garrafas na policia. Em outro confronto pelo Primeiro de Maio, em Berlim Oriental, cerca de 10.000 manifestantes antinazistas tentaram bloquear uma passeata de 500 manifestantes de direita.

Na França , cerca de 300.000 pessoas tomaram as ruas de diversas cidades até o meio dia, como parte das tradicionais manifestações de Primeiro de Maio realizadas pelos sindicatos em muitos países. Os planos do presidente Sarcozy de reformar o caro sistema de pensão do país, lideravam as reclamações dos manifestantes, assim como os temores relativos à estabilidade no emprego, por causa da crise financeira. Os manifestantes em Paris gritavam: "Você teve que viver a crise em 2009, agora vai ter que pagar por ela em 2010?"

Na Rússia , uma manifestação pelo Primeiro de Maio reuniu milhares de simpatizantes comunistas, que marcharam pelas ruas de Moscou, segurando bandeiras vermelhas e retratos do ditador soviético Josef Stalin. Em uma rara manifestação diferente, aprovada pelas autoridades, policiais assistiam enquanto centenas de ativistas de oposição, protestavam contra o primeiro-ministro, Vladimir Putin, comparando o seu governo ao de Stalin.

Na Espanha , milhares de pessoas foram às ruas de Madri neste sábado para comemorar o 1º de Maio, mas não houv grandes adesões à passeata, apesar da crise e das políticas de austeridade aprovadas pelo governo para reduzir seu déficit fiscal.

No Oriente Médio , mais de 2 mil palestinos manifestaram-se na Faixa de Gaza contra o bloqueio imposto por Israel, por ocasião. Perto do terminal israelense de Erez, na entrada norte da Faixa de Gaza, homens e mulheres, responderam ao chamado de vários movimentos de esquerda, levando bandeiras vermelhas e palestinas.

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