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Milhares de camisetas vermelhas se manifestam em apoio de Shinawatra

Bangcoc, 31 jul (EFE).- Uns dez mil seguidores do ex-primeiro-ministro tailandês, Thaksin Shinawatra, deposto e condenado à revelia a dois anos de prisão, se manifestaram hoje, para pedir que se lhe conceda o perdão real que ponha fim a seus dias de fugitivo.

EFE |

A manifestação foi convocada pela Frente Unida para a Democracia e Contra a Ditadura, a plataforma criada por políticos afins a Shinawatra depois que em dezembro do ano passado vários dos partidos que o apoiavam mudassem de grupo.

Os "camisetas vermelhas", como são chamados pela cor das peças que vestem, se concentraram na esplanada de Sanam Luang, em frente ao antigo Palácio Real do centro velho de Bangcoc, onde a Polícia desdobrou cerca de três mil agentes, incluindo várias centenas de soldados da brigada antidistúrbios.

Um dos líderes da Aliança, Nattawut Sai-kua, anunciou antes da manifestação que esperavam conseguir até cinco milhões de rubricas em apoio do perdão real, que permitiria a Shinawatra evitar que seja detido no caso de retornar à Tailândia.

O chefe do Executivo tailandês, Abhisit Vejjajiva, criticou o plano e lembrou que este tipo de indulto só pode ser solicitado pelo indivíduo em questão ou seus familiares.

A campanha para o perdão ameaça reavivar a disputa entre partidários e opositores de Shinawatra na Tailândia, que sofre uma profunda crise política há três anos por causa do confronto.

O Governo de Vejjajiva ordenou ontem às Forças Armadas vigiar o recolhimento de assinaturas, argumentando que o dever dos militares é defender a monarquia e o venerado rei Bhumibol Adulyadej.

Além disso, os meios de comunicação estatais receberam instruções para lembrar à população que utilizar com fins políticos a Família Real pode ser considerado um delito de altivez, castigado com uma pena máxima de 15 anos de prisão.

Shinawatra, atualmente em paradeiro desconhecido, governou a Tailândia de 2001 a 2006, quando foi derrubado por um golpe de Estado. EFE tai/ma

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