Milhares de pessoas se despedem das 30 vítimas dos atentados de Karachi

Islamabad, 6 fev (EFE).- Milhares de pessoas assistiram hoje aos funerais da maioria das 30 vítimas do duplo atentado de ontem contra a comunidade xiita na cidade de Karachi, no sul do Paquistão, ao passo que as autoridades detiveram dezenas de suspeitos, informou a imprensa paquistanesa.

EFE |

Várias personalidades religiosas dessa corrente islâmica, minoritária no Paquistão, lideraram, entre soluços, as orações pelos mortos. A maioria das vítimas eram xiitas, mas também havia sunitas e cristãos.

Os atentados ocorreram em regiões centrais da metrópole financeira. Primeiro um suicida detonou explosivos contra um ônibus de peregrinos xiitas. Depois, na unidade de emergências do hospital de Jinnah, ao qual foram transferidos os feridos da primeira ação terrorista, explodiu uma segunda bomba.

Segundo fontes policiais citadas pelas televisões paquistanesas, o número de mortos subiu durante a noite para 30 pessoas e mais de 100 ficaram feridas. O ataque poderia ter sido ainda mais sangrento se a Polícia não tivesse desativado uma terceira bomba escondida em um equipamento de televisão estacionado próximo ao hospital.

"Detivemos alguns suspeitos. Todo o país está sofrendo com o terrorismo. Peço à população que fique calma e se mantenha em paz.

Todos os cidadãos deveriam nos ajudar a identificar os terroristas", declarou à cadeia privada "Express TV" o ministro regional de Interior, Zulfikar Mirza.

A rede televisiva acrescentou que mais de 30 pessoas foram detidas nas últimas horas por suposta vinculação com os ataques, mas não foi confirmada sua responsabilidade.

As autoridades atribuíram o massacre a facções da insurgência talibã paquistanesa em colaboração com grupos extremistas sunitas de corte sectário. Elas acreditam que os autores são os mesmos que organizaram o atentado contra uma procissão xiita que deixou 40 mortos no final de 2009 também em Karachi.

A corrente islâmica xiita representa em torno de 20% da população do Paquistão, onde a maioria dos habitantes é formada por fiéis sunitas. EFE igb/sa

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