Milhares de pessoas organizam manifestação para pedir democracia em Hong Kong

Hong Kong - Milhares de pessoas saíram às ruas de Hong Kong hoje, no 11º aniversário da reintegração da ex-colônia britânica à China, para pedir sufrágio universal nas eleições para chefe do Executivo e para a totalidade do Conselho Legislativo (o Parlamento local).

EFE |

Cerca de 47 mil manifestantes, segundo os organizadores - a Frente Civil de Direitos Humanos (CHRF, em inglês) -, e 13 mil, de acordo com a Polícia, desafiaram o calor e a umidade sufocantes para percorrer por quatro horas as ruas de Hong Kong.

A passeata, que terminou em frente aos escritórios do Governo local, é realizada todos os anos desde 2003, e nesta ocasião, assim como em todas as outras, os manifestantes protestavam a favor do sufrágio universal para 2012, meta cada vez mais inalcançável.

"O Governo chinês disse que possivelmente permitirá a eleição por sufrágio universal para chefe do Executivo para 2017, enquanto a para o Conselho Legislativo não acontecerá antes de 2020", disse à Agência Efe Leung Kwok-hung, uma das 30 deputadas eleitas diretamente pela população de Hong Kong.

A ex-colônia britânica, reintegrada à China em 1º de julho de 1997 sob a fórmula de "um país, dois sistemas", funciona com autonomia em relação a Pequim, exceto em matérias de política externa e defesa.

No entanto, o desenvolvimento democrático, marcado como meta na Constituição local (negociada por britânicos e chineses antes da reintegração), depende da vontade do Governo de Pequim.

Neste sentido, o chefe do Executivo (máximo cargo político local) assim como os 30 dos 60 parlamentares do Conselho Legislativo não são eleitos pelo povo, mas por representantes de vários setores econômicos e sociais de Hong Kong, geralmente afins a Pequim.

Apesar de o Conselho Legislativo ser renovado em 7 de setembro, Leung disse que ainda é cedo para tirar conclusões sobre se as pessoas apoiarão maciçamente os pandemocratas.

No entanto, a deputada acrescentou que "o espírito (na passeata de hoje) foi bom, e os participantes mostraram estar cansados com o regime de (chefe do Executivo) Donald Tsang e que ele não remediou o aumento da pobreza".

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