Milhares de pessoas lembram vítimas do massacre em Beslan

Moscou, 3 set (EFE) - Milhares de pessoas lembraram hoje, durante um ato realizado em Beslan, as 334 vítimas do massacre ocorrido há quatro anos na escola número um dessa cidade da república russa da Ossétia do Norte. O nome e sobrenome de cada uma das vítimas foram ouvidos durante quase meia hora em um completo silêncio, interrompido unicamente pelo ritmo que marcava um metrônomo. O presidente da Ossétia do Norte, Taimuraz Mamsurov, dois de cujos filhos estavam na escola no momento do ataque, foi o primeiro a depositar flores perante o monumento da Árvore das Lamentações, em um cemitério de Beslan. Depois dele, fizeram o mesmo membros do Governo e do Parlamento da Ossétia do Norte, representantes de escolas e institutos, da comunidade científica, de organizações sociais e juvenis, da Academia Militar, assim como militares e cidadãos dessa república. Posteriormente, a delegação se dirigiu ao monumento erguido em homenagem aos agentes das forças especiais que morreram em Beslan. Estiveram presentes também na cerimônia religiosa membros das comunidades ortodoxa e muçulmana, segundo informaram as agências russas. Várias ambulâncias e voluntários da Cruz Vermelha estavam nas imediações para prestar assistência aos que necessitassem. Além disso, foram fortalecidas as medidas de segurança na entrada do cemitério, e para entrar no local os presentes tiveram que passar por detectores de metais, enquanto seus pertences foram minuciosamente revistados....

EFE |

Após 52 horas de seqüestro, uma explosão no interior da escola - acidental, segundo a versão oficial - desencadeou uma confusa operação de resgate na qual morreram 317 reféns, três socorristas e dez agentes do Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB).

Quatro dos reféns morreram posteriormente no hospital por causa dos ferimentos. EFE egw/rb/db

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