Milhares de peregrinos se reuniram neste sábado no Santo Sepulcro em Jerusalém, no dia que marca para os cristãos ocidentais o dia seguinte à crucificação de Jesus e a véspera da Páscoa.

Este lugar santo do cristianismo, palco dos últimos episódios da Paixão de Cristo, se encontra na parte antiga de Jerusalém, no setor oriental anexado por Israel em junho de 1967.

"Fiz questão de vir aqui para que meu filho seja benzido", explicou à AFP Sonnita, 23 anos, que veio da Índia para colocar seu filho de nove meses na Pedra da Unção.

Centenas de fiéis se prosternaram nesta pedra de calcário avermelhada, que marca para os latinos o lugar onde o corpo de Cristo foi desprendido da cruz.

Peregrinos e turistas também se reuniram para uma breve oração no Túmulo de Cristo, a poucos metros do Santo Sepulcro.

O patriarca latino de Jerusalém, Fouad Twal, celebrou uma missa, e liderou uma procissão no local.

Muitos palestinos cristãos não quiseram participar da festa este ano. "Com a crise econômica, não tenho cabeça para isso, e preferi não ir ao Santo Sepulcro para me poupar dos controles dos soldados israelenses", explicou Manuel Rofa, 23 anos, morador do bairro antigo de Jerusalém.

"O momento não é de alegria. A situação política está paralisada, eu e meu marido estamos desempregados e é impossível alimentar nossos seis filhos com as ajudas sociais que nos dão os israelenses", lamentou Nouha Ort, uma costureira de 53 anos.

Os acessos à Cidade Santa foram bloqueados para prevenir atentados durante a Páscoa judaica, que acontece de 8 a 15 de abril. No entanto, as autoridades israelenses emitiram autorizações especiais para os palestinos cristãos da Cisjordânia, para que possam participar das festividades pascais.

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