Milhares de operários chineses entram em choque com polícia

PEQUIM (Reuters) - Cerca de 30 mil trabalhadores chineses entraram em choque com a polícia sobre uma proposta de aquisição de uma siderúrgica estatal do país. Os protestos causaram a morte de um executivo de um dos grupos envolvidos na operação, informou uma organização defensora dos direitos humanos. A notícia de que a Jianlong Steel Holding Company vai comprar participação majoritária na estatal Tonghua Iron and Steel Group disparou o protesto de sexta-feira, que também deixou 100 pessoas feridas, segundo o Information Centre for Human Rights and Democracy, baseado em Hong Kong.

Reuters |

Descontentamento sobre condições de trabalho e desemprego em um cenário de redução do ritmo econômico do país, tem feito a China vivenciar muitos casos de protestos organizados por cidadãos. O confronto de sexta-feira ocorreu na província de Jilin, no nordeste da China.

Chen Guojun, diretor-geral da Jianlong, foi espancado até a morte por trabalhadores nervosos com a notícia de que ele recebeu 3 milhões de iuans (440 mil dólares) no ano passado, enquanto os funcionários aposentados da Tonghua receberam 200 iuans por mês, segundo o centro.

Um representante da polícia confirmou a revolta e a morte de Chen, que tinha cerca de 40 anos, publicou o South China Morning Post, neste domingo.

"Os trabalhadores da Tonghua não permitiram a entrada de ambulância ou médicos no prédio para o resgate de Chen e ele morreu", afirmou o representante da polícia local.

A Jianlong, que chegou a controlar temporariamente a Tonghua no ano passado, está tentando comprar a empresa pela segunda vez, segundo o centro.

A China, maior produtora e consumidora de aço do mundo, está forçando seu setor siderúrgico a se consolidar, mas os planos tem encontrado resistência, com muitos governos locais interessados em preservar suas próprias fontes de receita.

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