Milhares de mortos e desaparecidos após terremoto na China

O terremoto de segunda-feira na China, o pior desde 1976, deixou milhares de mortos, além de desaparecidos e presos sobre os escombros, no sudoeste do país, o que obrigou uma maior mobilização das forças de resgate.

AFP |

O exército e as equipes de socorro tentavam alcançar as áreas do sudoeste atingidas pelo tremor de 7,9 na escala Richter que derrubou escolas, casas e fábricas.

As imagens na televisão estatal mostravam edifícios derrubados, estradas divididas em duas e sobreviventes lutando para sair dos escombros.

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Pequim anunciaram paralelamente que irão reduzir a partir da quarta-feira o giro da tocha pela China.

O presidente americano George W. Bush apresentou condolências nesta terça-feira ao seu colega chinês Hu Jintao, enquanto que a Casa Branca anunciou uma ajuda inicial de 500.000 dólares para as vítimas do tremor.

Dirigentes chineses fixaram o número de mortos em mais de 12.000 pessoas apenas na província de Sichuán, a mais afetada, enquanto chegavam informações de mais mortos em outras províncias vizinhas. Além disso, se espera que o balanço total continue aumentando, na medida em que se tenha uma noção mais clara do alcance dos danos.

O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao admitiu que a situação é pior do que a inicialmente calculada.

"Nesse momento, temos grandes dificuldades para realizas as tarefas de resgate", disse em uma reunião de crise na cidade de Dujiangyan,

Além dos mortos, inúmeras pessoas estão presas sob os escombros, e está faltando comida, remédios e material de resgate.

A China já mobilizou o exército para que conduza as buscas de vítimas, mas os esforços para se chegar nas zonas mais afetadas estão dificultados pelas chuvas torrenciais.

Uma equipe de 1.300 soldados e médicos militares conseguiu alcançar o distrito de Wenchuan, onde se situou o epicentro. O exército desistiu, por hora, de distribuir alimentos e remédios por via aérea em certas áreas, devido ao mau tempo.

O número total das perdas humanas ainda é difícil de se estabelecer. A agência estatal Nova China se limitou a dar balanços locais.

Entre elas estão 5.000 mortos no distrito de Beichuan, onde 80% dos edifícios foram derrubados. Outras centenas de pessoas morreram ou ficaram presas sob os escombros em uma fábrica próxima, e pelo menos 600 morreram e 2.300 estão desaparecidas na cidade de Shifang, onde ocorreu um grande vazamento químico.

Um alto membro do exército citou danos "muito graves" na cidade de Yingxiu, próximo do epicentro.

"Os helicópteros estão preparados para lançar por via aérea comida, remédios e água na área, quando o tempo permitir", declarou.

Um porta-voz do ministério chinês de Relações Exteriores disse que até o momento não se tem informações de estrangeiros mortos ou feridos.

Por outro lado, mais de 80 ursos pandas gigantes do parque natural mais famoso da China, a reserva Wolong, não sofreram nada pelo forte tremor, assegurou nesta terça-feira a imprensa estatal.

Em Pequim, as instalações que irão receber os Jogos Olímpicos de agosto também não sofreram danos.

O porta-voz do comitê organizador Sun Weide disse que o percurso da chama será reduzido a partir de quarta-feira, quando o símbolo olímpico irá passar pela província oriental de Juanxi, e que incluirá um minuto de silêncio pelas vítimas do terremoto.

O balanço provisório de vítimas é o mais elevado na China desde 1976, quando 242.000 pessoas morreram na cidade de Tangshan.

burs-km/fb

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