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Milhares de manifestantes em Ramallah contra a ofensiva em Gaza

Milhares de palestinos foram nesta sexta-feira às ruas de Ramallah, onde fica a Autoridade Palestina na Cisjordânia, contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza que já causaram mais de http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/01/02/numero+de+mortos+chega+a+420+em+gaza+apos+uma+semana+de+ofensiva+de+israel+3232905.html target=_top420 mortos.

Redação com agências internacionais |

A manifestação foi convocada pelo Hamas contra bombardeios israelenses na Faixa de Gaza. Líderes do grupo pediram aos palestinos que realizem um "dia do ódio" depois de sete dias de ataques e a morte de um de seus líderes, Nizar Rayan, de 51 anos, num bombardeio que também matou suas quatro esposas e onze filhos na última quinta-feira.

A manifestação, protegida por um forte esquema de segurança, começou no centro de Ramallah depois das orações do dia. O fechamento da Cisjordânia foi reforçado por Israel e numerosos policiais e guardas de fronteira percorriam a cidade velha de Jerusalém, onde fica a Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar santo do Islã.

Agitando bandeiras palestinas e do Fatah - o movimento do presidente Mahmud Abbas - e algumas do Hamas, os manifestantes gritavam "sacrificamos nossa alma e nosso sangue por Gaza", o que era seguido de palavras de ordem de apoio ao Hamas; não faltavam os que pediam a Ismail Haniyeh, dirigente do Hamas, para "atingir o coração de Tel Aviv".


Palestinos e estrangeiros prostestam contra a ofensiva israelense / AFP

A polícia palestina na Cisjordânia proíbe, em geral, as manifestações de apoio ao Hamas, que tirou de Gaza a Autoridade Palestina, em junho de 2007.

Em Jerusalém, onde a polícia israelense trabalha com importantes reforços e acesso limitado à esplanada das Mesquitas, cerca de 3.000 fiéis rezavam sem incidentes. No entanto, palestinos atiraram pedras e enfrentaram a polícia israelense em vários bairros.

Desde ontem, as televisões árabes e as do Hamas mostram sem intervalos as imagens de corpos carbonizados de crianças retirados dos escombros de suas casas.

Austrália e Turquia

Na Turquia, milhares de pessoas foram às ruas de Istambul nesta sexta-feira protestar contra os bombardeios israelenses à Faixa de Gaza.

A multidão, respondendo ao apelo de várias organizações islamitas, reuniu-se após as preces do dia diante da mesquita de Beyazit, no centro histórico da metrópole. Bandeiras israelenses foram queimadas.

A Turquia, país de população de maioria muçulmana mas de regime laico e que mantém boas relações com Israel, condena os bombardeios.

Em Sydney, maior cidade da Austrália, cerca de quatro mil muçulmanos protestaram nesta sexta-feira em condenação à ofensiva militar de Israel sobre a Faixa de Gaza.

Os manifestantes, convocados por várias mesquitas da cidade em virtude do dia festivo muçulmano, se reuniram no parque Parry, onde também oraram pelas vítimas palestinas dos ataques, segundo informou a televisão local.

Várias tropas da Polícia seguiram de perto a manifestação sem chegar a intervir.

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