Milhares de libaneses vão a funeral de político druso morto em atentado

Beirute, 12 set (EFE).- Milhares de libaneses participaram hoje no funeral do membro da oposição pró-síria Saleh Aridi, assassinado há dois dias em um atentado a sudeste de Beirute que, segundo os líderes drusos, era dirigido contra a reconciliação no Líbano.

EFE |

Representantes do presidente do Líbano, Michel Suleiman; do primeiro-ministro, Fouad Siniora, e do presidente do Parlamento, Nabih Berri, entre outros, assistiram ao funeral, realizado em Beisur, a aldeia natal de Aridi e local do atentado.

A cerimônia, que teve também a presença de delegações dos grupos xiitas Amal e Hisbolá, que lideram a oposição parlamentar, aconteceu em meio a estritas medidas de segurança.

Aridi era membro do Partido Democrático Libanês, formação minoritária drusa (minoria religiosa derivada do islã xiita) presidida por Talal Arsalan, rival de Walid Jumblatt, também de origem drusa e que dirige o pró-governamental Partido Socialista Progressista.

Para Jumblatt, que assistiu ao enterro, "esta perda imensa só pode ser compensada com a reconciliação" no Líbano.

Os partidários de Jumblatt e de Arsalan deixaram de lado a rivalidade para se unir temporariamente em maio, e evitar que os xiitas do Líbano, liderados pelo Hisbolá, controlassem a região central de Aley, onde fica Beisur.

Arsalan, que qualificou Aridi de "águia da montanha" drusa, disse que, embora essa águia tenha caído, "a montanha não cairá".

"Peço aos libaneses que se perguntem sobre a quem prejudica a reconciliação no Líbano e a resistência. Quando respondermos a estas perguntas, seremos capazes de saber quem cometeu o crime", disse Arsalan. EFE ks/an

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