Milhares de japoneses protestam contra energia nuclear em Tóquio

População também pede a paralisação imediata da usina de Hamaoka

EFE |

Reuters
Japoneses protestam em Tóquio contra a política nuclear do país

Milhares de pessoas participaram neste sábado de uma manifestação no centro de Tóquio pela política energética do Japão, onde continua aberta a crise na usina nuclear de Fukushima quase dois meses depois do terremoto e do tsunami. Com música e cartazes os japoneses pedem mudanças na política nuclear do país. Os participantes desfilaram sob a chuva pelo centro do distrito comercial de Shibuya.

A manifestação, que foi transmitida pelos organizadores por meio da internet, ocorre um dia depois que o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, pedisse a paralisação da usina nuclear de Hamaoka, em uma área com risco sísmico elevado. A empresa que opera a planta, Chubu Electric Power, respondeu que pretende paralisar Hamaoka.

Neste sábado, no entanto, os diretores da usina não chegaram a nenhuma conclusão concreta sobre o fechamento. Em 10 de abril, 2,5 mil pessoas reuniram-se em Minato para pedir a Chubu Electric Power que paralisasse Hamaoka, situada a 200 quilômetros ao sul de Tóquio. Desde que iniciou a crise nuclear na planta de Fukushima Daiichi por causa do terremoto e do devastador tsunami, várias manifestações foram organizadas no Japão para pedir uma mudança na política atômica do país.

O Japão está com dificuldades de controlar a situação na usina nuclear de Fukushima. Os reatores dessa central ficaram sem sistema de refrigeração na tragédia de 11 de março, que pelos últimos dados deixaram 24.837 mortos e desaparecidos. A Tokyo Electric Power, empresa que opera a central de Fukushima, pretende alcançar uma refrigeração estável no prazo entre seis e nove meses.

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