Milhares de italianos protestam contra Silvio Berlusconi

Convocado por oposição, protesto pede mudanças na Itália; partido de premiê promete manifestação para o domingo

iG São Paulo |

Milhares de italianos saíram às ruas para protestar contra o chefe de governo italiano, Silvio Berlusconi, que na terça-feira enfrentará uma moção de censura no Parlamento.

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Protestos contra Silvio Berlusconi em frente ao Coliseu, em Roma
O protesto deste sábado, convocado pelo Partido Democrata (PD), o principal da oposição, teve como lema "com a Itália que quer mudar". Manifestantes saíram da Praça da República, na zona da estação ferroviária central de Termini, e da estação de trens de Ostia. Os dois grupos seguiram para a Praça São João de Latrão, no nordeste de Roma, tradicional local de manifestações públicas.

Segundo os organizadores, foram colocados à disposição 18 trens especiais e mais de 1,5 mil ônibus para permitir a chegada dos manifestantes a Roma.

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Convocado pelo Partido Democrata (PD), o protesto teve como lema

Na Praça da República, uma gigantesca bandeira vermelha pedia "Outra Itália", enquanto um grupo de prefeitos da Toscana se fantasiava de Harry Potter para dizer que não podem fazer mágica na administração de seus municípios.

Outros cartazes faziam referência aos supostos escândalos sexuais nos quais Berlusconi se viu envolvido nos últimos meses. "Aqui está a Itália do amanhã", manifestou Bersani perante os meios de comunicação.

Na manifestação também estiveram presentes trabalhadores do mundo da cultura, que protestaram pelos cortes previstos pelo Executivo nesse âmbito e as precárias condições trabalhistas nas quais muitos deles se encontram. 

Neste domingo, o partido do Povo da Liberdade (PDL), de Silvio Berlusconi, prevê realizar manifestações em várias cidades italianas para apoiar seu líder. 

Votações

Berlusconi, um magnata da mídia, passará em 14 de dezembro por duas votações de moções de confiança nas duas instâncias do Parlamento, o Senado e a Câmara dos Deputados. Uma derrota em qualquer uma delas o forçaria a renunciar e, possivelmente, resultaria na antecipação das eleições.

Ele vem repetindo que está certo de obter o voto de confiança até mesmo na Câmara, onde perdeu a garantia do apoio da maioria depois de ter rompido com Gianfranco Fini, seu ex-aliado.

Depois que alguns parlamentares oposicionistas disseram que apoiariam Berlusconi ou se absteriam, políticos de centro-esquerda e o próprio Fini acusaram o primeiro-ministro e seu partido, Povo da Liberdade, de subornar deputados da bancada deles para obter apoio na votação.

Na sexta-feira, a Justiça italiana abriu uma investigação sobre alegações feitas por políticos de centro-esquerda de que o primeiro-ministro Silvio Berlusconi está comprando votos no Parlamento, dias antes de uma votação que definirá o futuro da coalizão de governo.

*Com EFE e AFP

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