Milhares de iranianos fazem manifestação diante da antiga embaixada dos EUA

Teerã, 3 nov (EFE)- Milhares de pessoas fizeram uma manifestação hoje em Teerã em frente ao edifício da antiga embaixada dos Estados Unidos no Irã para lembrar o ataque a esta missão diplomática em 1979, o que causou a ruptura das relações entre os dois países.

EFE |

Com gritos de "Morte à América" e "Morte a Israel", manifestantes procedentes de vários pontos da capital se encontraram em frente ao edifício abandonado, conhecido popularmente como "o ninho de espiões", onde queimaram bandeiras americanas e israelenses.

Em 4 de novembro de 1979, em meio à revolta contra a monarquia do último Xá da Pérsia, Mohamad Reza Pahlevi, aliado de Washington, um grupo de estudantes tomou à força a embaixada dos EUA no centro de Teerã e reteve 52 trabalhadores durante 444 dias.

Os estudantes exigiam a extradição do monarca, que tinha fugido para o exílio nos Estados Unidos.

A concentração, que ocorre há quase três décadas e é retransmitida pela televisão nacional a todo o país, celebra também os denominados "dia da arrogância mundial" e "dia dos estudantes".

Na mesma data, mas em diferentes anos, ocorreram outros dois fatos relevantes que mudaram o rumo do Irã.

Em 1963, a ditadura do Xá enviou ao exílio o aiatolá Ruhollah Khomeini, que 25 anos depois encorajaria a revolução e retornaria ao país para liderá-la e impor uma sistema teocrático baseado no Islã.

Também em 4 de novembro, mas de 1978, um grupo de estudantes partidários de Khomeini morreram durante um protesto dispersado à força pela Polícia do último dos reis persas.

O Irã, que não possui relações com os EUA, prepara-se para celebrar em 2009 os 30 anos do triunfo da Revolução Islâmica, em meio a uma polêmica com a comunidade internacional sobre o programa nuclear iraniano.

Teerã defende seu direito de desenvolver a tecnologia nuclear para fins pacíficos, mas a comunidade internacional, com os Estados Unidos e Israel à frente, teme que a ambição oculta dos iranianos seja obter um arsenal atômico.

Durante a manifestação de hoje, milhares de pessoas reivindicaram "o legítimo direito do Irã de possuir energia nuclear". EFE msh/an

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