Milhares de funcionários públicos vão às ruas na França

Dezenas de milhares de funcionários públicos se manifestaram nesta quinta-feira na França durante um dia de greve marcado principalmente pela paralisação dos professores, que protestam contra reduções de efetivos e sobre as quais o governo já avisou que não vai ceder.

AFP |

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, deve falar sobre o assunto no fim da tarde.

Outra greve, desta vez sobre a questão das aposentadorias, está marcada para o dia 22 de maio.

A paralisação foi amplamente observada no setor da educação, com 63% de grevistas no ensino primário e 55% no ensino secundário, segundo os sindicatos. Já o ministério da Educação deu números de 46% e 33,5%.

De um modo geral, 28,8% dos 2,5 milhões de funcionários públicos franceses observaram a greve nesta quinta-feira.

Os sindicatos acusam Sarkozy de conduzir uma "política de desmantelamento" do serviço público.

O governo, que enfrenta um importante déficit público e que prega uma "revolução cultural" na função pública, previu 22.900 supressões de postos no orçamento de 2008, sendo 11.200 na Educação.

Em Paris, 50.000 a 60.000 manifestantes, segundo os sindicatos, e 18.000, segundo a polícia foram às ruas nesta quinta-feira. No restante da França, os protestos reuniram 106.000 pessoas, segundo a polícia, e 207.000, segundo os organizadores.

"Os professores não estão nas ruas para perturbar os franceses, mas para defender nossos filhos", sustentou a prefeita socialista de Lille (norte), Martine Aubry.

"Os protestos não vão mudar nada", avisou quarta-feira o ministro da Educação, Xavier Darcos, descartanndo voltar atrás nas supressões de postos de trabalho na função pública.

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