Milhares de funcionários públicos alemães entram em greve

BERLIM (Reuters) - Milhares de funcionários públicos alemães entraram em greve, nesta terça-feira, para exigir um salário maior durante a pior crise econômica em décadas. A greve afetou o transporte e escolas em diferentes regiões do país. O transporte público foi suspenso em 10 cidades da Baviera, enquanto escolas e hospitais também sofreram com a greve no norte da Alemanha, informou o sindicato dos servidores Verdi. Órgãos locais e escolas também foram afetadas no leste do país, acrescentou.

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O governo prevê que a economia alemã, a maior da Europa, recue cerca de 2,25 por cento neste ano -- o que seria a pior performance do país desde a 2a Guerra Mundial. Alguns analistas disseram que a economia da Alemanha pode encolher até 4 por cento ou mais.

Um porta-voz do Verdi na Baviera disse esperar 100 por cento de participação do setor de transportes na greve, o que equivale a 3 mil trabalhadores de braços cruzados. Espera-se que cerca de 4 mil trabalhadores participem da greve no Estado de Mecklenburg-Vorpommern.

O Verdi está liderando as negociações de um aumento de oito por cento nos salários de cerca de 700 mil funcionários públicos -- o acordo deve ser aplicado para cerca de 1,3 milhão de servidores públicos.

O aumento exigido pelos funcionários do setor de transportes da Baviera é maior -- eles querem 9,5 por cento de aumento. As negociações na região devem ser retomadas na quinta-feira, enquanto as negociações dos 700 mil trabalhadores estão agendadas para os dias 14 e 15 de fevereiro, na cidade de Potsdam, perto de Berlim.

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