Milhares de feridos pelo terremoto são atendidos na R.Dominicana

Santo Domingo, 14 jan (EFE).- Milhares de feridos, na maioria deles haitianos, foram atendidos em hospitais da República Dominicana após o terremoto que na terça-feira passada devastou o Haiti, informou hoje uma fonte oficial.

EFE |

O Centro de Operações de Emergências (COE) disse que, ao longo do dia de ontem, 2 mil feridos foram atendidos em dois hospitais de Jimaní e Barahona, cidades fronteiriças com o Haiti, e que 200 deles foram tratados com cirurgia.

Vinte e cinco pessoas que apresentam traumas severos foram transferidas a Barahona e à capital dominicana, Santo Domingo, ressaltou a fonte em comunicado, no qual também falou de trabalhos de socorro que realiza após o devastador terremoto de 7 graus na escala Richter no Haiti.

Além disso, anunciou a instalação de um hospital de campanha e um posto de comando para apoiar as ações de assistência das Nações Unidas no Haiti.

Vários parlamentares haitianos e membros da ONU que ficaram feridos no terremoto também estão hospitalizados na República Dominicana enquanto se espera que nas próximas horas aumente o número de feridos procedente do país vizinho.

Hoje mesmo foi hospitalizada no centro médico de Dajabón (noroeste dominicano) a haitiana Saski Litali, de 16 anos, que foi resgatada dos escombros de sua casa em Porto Príncipe.

A adolescente contou a jornalistas que estava sozinha no banheiro de sua residência quando foi surpreendida pelo terremoto.

"Quando tentei sair para a rua já estava tudo no chão. Me vi em uma grande escuridão, enquanto os escombros caíam sobre mim e escutava as pessoas gritando e pedindo ajuda, achava que o mundo estava acabando", disse.

O diretor do hospital público Matías Ramón Mella de Dajabón, Francisco Moya, declarou que o centro "está preparado" para atender os feridos procedentes de Porto Príncipe.

Ele explicou que o hospital dispõe de 60 leitos e que decidiram dar alta aos pacientes que apresentavam melhora para tratar dos haitianos que chegassem ao centro nas próximas horas.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE mf-as/sa

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