Suleimaniya (Iraque), 26 ago (EFE).- Mais de 10 mil curdos iraquianos da localidade de Khanaqin, na província de Diyala e perto da fronteira com o Irã, fizeram uma manifestação hoje para protestar contra a presença de tropas do Exército iraquiano nas ruas.

Os militares entraram nesta localidade do norte do Iraque, de maioria curda e rica em reservas petrolíferas, dentro de uma vasta operação contra os insurgentes ordenada pelo Governo, que ocorre há semanas na província de Diyala.

No entanto, a segurança em Khanaqin esteve desde 2003 nas mãos das milícias curdas ("peshmerga"), que são responsáveis também por estes trabalhos na Região Autônoma do Curdistão iraquiano.

Khanaqin, junto com outras localidades como Kirkuk e Sinyar, é reivindicada pelos curdos como parte de sua região autônoma, enquanto as comunidades árabes e turcomanas destes municípios querem que continuem sob a autoridade de Bagdá.

A Constituição iraquiana, em seu artigo 140, prevê a realização de um plebiscito nestas áreas para decidir se continuam sob mandato do Governo iraquiano ou se unem à região do Curdistão, mas, até o momento, a iniciativa permanece bloqueada, devido à falta de acordo.

Hussein Murad, um dos organizadores do protesto, disse à Agência Efe que Khanaqin é uma localidade segura, por isso o envio de tropas significa "trazer problemas de que não precisamos".

Os militares sairão em breve da zona, confirmou à imprensa local o general iraquiano Ali Gaydan, responsável da operação militar na área, que disse que o próprio Maliki pediu que a operação em Diyala passasse por alto em Khanaqin.

"As tropas iraquianas sairão da área em questão de horas", disse Gaydan. EFE fm/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.