MANILA - Milhares de pessoas formam longas filas neste domingo para prestar homenagem à ex-presidente filipina Corazón Aquino, que morreu no sábado após mais de um ano de luta contra um câncer de cólon.

Reuters
Filipinos fazem fila para homenagear Aquino
Filipinos fazem fila para
homenagear Aquino
O caixão da ex-presidente, que está no centro do ginásio do colégio católico De La Salle Greenhills, começou a ser visitado pelo público na noite do sábado, apesar das intensas chuvas que caíam na capital filipina.

Segundo a televisão local, o grande número de pessoas que foram ao centro obrigou os guardas de segurança a estabelecer grupos, o que contribuiu também para o aumento da espera.

O corpo permanecerá nas instalações do colégio católico até quarta-feira, quando será levado ao cemitério Manila Memorial Park para ser enterrado no mausoléu familiar, junto a seu marido Benigno Aquino.

Corazón Aquino foi hospitalizada, em princípio, devido a problemas para ingerir alimentos. Em março do ano passado, a família Aquino revelou que a ex-governante sofria de um câncer de cólon, e que por isso passava por sessões de quimioterapia. Na semana passada, os parentes da ex-presidente informaram que a doença tinha se espalhado para outras partes do corpo.

Aquino, de 76 anos, foi a primeira mulher filipina a ocupar a chefia de Estado no país, após a revolta popular pacífica que derrubou a chamada ditadura conjugal de Ferdinand e Imelda Marcos.

Membro da família Cojuangco, uma das mais ricas da comunidade sino-filipina, Corazón se casou em 1954 com Benigno Aquino, líder da oposição democrática contra a ditadura de Marcos, com quem teve cinco filhos.

Ela foi testemunha da "mudança democrática" em 1983, quando o marido foi assassinado no aeroporto de Manila enquanto descia do avião no qual retornava do exílio.

A ex-presidente, que conseguiu concluir seu mandato em 1992 apesar de pelo menos sete tentativas de golpe de Estado, continuou seu trabalho em favor do povo por meio de organizações não-governamentais nos anos seguintes.

Aquino participou inclusive de manifestações contra a presidente Gloria Macapagal Arroyo, cuja família foi acusada em várias ocasiões de corrupção, até o diagnóstico de seu câncer.

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