Mil pessoas entram em confronto com Polícia após eleições gerais na Mongólia

Pequim, 1 jul (EFE).- Cerca de mil manifestantes enfrentaram hoje a Polícia nas ruas da capital da Mongólia, Ulan Bator, enquanto protestavam contra uma suposta fraude nas eleições gerais realizadas no domingo passado, informou a agência oficial chinesa, Xinhua.

EFE |

Embora os resultados definitivos do pleito ainda não tenham sido publicados, a imprensa local informou que o governante Partido Revolucionário Popular da Mongólia (PRPM) obteve mais da metade das 76 cadeiras que compõem o Parlamento.

Os manifestantes, que denunciaram "práticas fraudulentas" na apuração, segundo a "Xinhua", entraram em confronto com a Polícia quando tentavam entrar na sede do PRPM, e terminaram destruindo a porta do edifício.

Antes dos protestos, o opositor Partido Democrático tinha solicitado à Comissão Eleitoral Geral a recontagem dos votos.

Segundo a imprensa local, o PDM teria obtido apenas 20% das cadeiras do Parlamento.

Às 19h30 no horário local (8h30 de Brasília), manifestantes atearam fogo na sede do partido governante e enfrentaram forças militares e policiais, de acordo com imagens da rede de televisão local "Eagle TV".

O incêndio foi controlado pelos bombeiros, e as forças de segurança pública dispararam balas de borracha contra os manifestantes.

Em reação, os manifestantes começaram a lançar garrafas contra o edifício, enquanto ateavam fogo em caixas de papelão.

O PRPM foi o partido único durante os 70 anos de regime comunista no país, durante os quais praticamente foi transformado em uma república soviética.

Localizada entre os gigantes russo e chinês, a Mongólia tem uma população de apenas 2,5 milhões de pessoas dispersas em uma grande superfície, e dispõe de grandes jazidas de carvão, petróleo, cobre, minério de ferro, estanho, níquel, zinco, ouro e prata, entre outros. EFE cg/gs

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